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3tentos avança para quatro novos estados e acelera plano de expansão

3tentos entra em Pará, Tocantins, Goiás e Minas Gerais e já cumpre 80% da meta de expansão geográfica prevista para 2030, reforçando presença no Centro-Norte.

22 de junho de 2026 4 min de leitura
3tentos avança para quatro novos estados e acelera plano de expansão

A 3tentos ampliou sua atuação no país com entrada em Pará, Tocantins, Goiás e Minas Gerais, movimento que faz a companhia atingir cerca de 80% da meta de expansão geográfica prevista até 2030. A estratégia reforça a presença em regiões de forte crescimento em grãos e consolida o ecossistema que integra originação, insumos e indústria de etanol de milho.

O que aconteceu

A empresa, originária do Rio Grande do Sul, vem executando um ciclo de expansão que combina abertura de lojas, investimentos industriais e avanço para novas fronteiras agrícolas, especialmente no Centro-Oeste e Arco Norte.[1][2] O foco é crescer sobre áreas de alta produtividade e forte uso de tecnologia, com destaque para o Vale do Araguaia e novas frentes no Pará.[1][3]

O plano inclui a expansão comercial nesses quatro estados e a consolidação de unidades de originação, armazenagem e venda de insumos, além da indústria de processamento de milho para produção de etanol, DDGS e óleo.[1][3] Com isso, a 3tentos reforça o modelo de atendimento integrado ao produtor, com presença mais próxima das áreas de produção.

Por que importa para o agro

Para o produtor, a chegada da 3tentos significa mais oferta de insumos, crédito e serviços técnicos em regiões que seguem ampliando área plantada de soja, milho e outras culturas. A presença de um player integrado tende a aumentar a concorrência e pode pressionar preços de fertilizantes, sementes e defensivos no médio prazo.

Na cadeia de grãos, a empresa amplia a capacidade de originação e consolida o modelo de captura de valor do campo à indústria, principalmente via etanol de milho e coprodutos.[1][3] Isso ajuda a diversificar a demanda por milho, fortalece a agroindústria regional e pode reduzir custos logísticos com escoamento pelo Arco Norte.[1][2]

Dados e contexto

A 3tentos vem ancorando essa expansão em um plano robusto de investimentos industriais e comerciais até o fim da década.[1][2] Parte relevante dos recursos está direcionada à ampliação da capacidade de processamento de milho e soja, além de terminais logísticos.

Segundo análises de mercado, a companhia trabalha com um plano de CAPEX de cerca de R$ 2 bilhões entre 2024 e 2030, distribuído entre novas indústrias, lojas, expansão de esmagamento de soja, sementes, fertilizantes e terminal no Arco Norte.[2] Em paralelo, o projeto industrial no Pará para etanol de milho e derivados foi estimado em R$ 1,15 bilhão, com conclusão prevista para o segundo semestre de 2028.[1]

A 3tentos também projetou aspiração de receita líquida de cerca de R$ 50 bilhões até 2032, o que implica crescimento médio anual próximo de 18% com base na expansão geográfica e no aumento da capacidade industrial.[1][3] A companhia já atua em múltiplos estados, com modelo de ecossistema que integra revenda, originação e indústria, tendência alinhada ao movimento de consolidação do agro brasileiro.

Indicador-chaveNúmeros indicativos*
Investimentos (CAPEX) 2024–2030**~R$ 2 bilhões**[2]
Projeto industrial no Pará**R$ 1,15 bilhão**[1]
Receita líquida aspirada até 2032**~R$ 50 bilhões**[1][3]
Expansão geográfica até 2030**~80% da meta já cumprida**

*Valores aproximados com base em informações públicas de mercado.

O que observar daqui pra frente

Nos próximos anos, o ponto-chave será a velocidade de execução dos projetos industriais e da abertura de novas lojas nesses quatro estados, além da capacidade de manter rentabilidade em um ambiente de maior competição em insumos e originação. Para o produtor, o ganho virá se a expansão se traduzir em melhor assistência técnica, condições comerciais mais competitivas e maior estabilidade de demanda por milho, impulsionada pelas novas plantas de etanol e coprodutos.

Fontes

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