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3tentos vê rentabilidade cair e mercado reage com forte queda nas ações

A 3tentos perdeu valor em Bolsa após sinais de piora nas margens e aumento de custos, apesar de manter crescimento de receita.

13 de agosto de 2026 3 min de leitura
3tentos vê rentabilidade cair e mercado reage com forte queda nas ações

A 3tentos entrou no radar do mercado após uma forte perda de valor em Bolsa, em meio a sinais de pressão sobre margens e aumento de custos operacionais. O movimento importa porque a empresa é uma das referências do agro na B3 e costuma servir de termômetro para o apetite do investidor pelo setor.

O que aconteceu

As ações da 3tentos caíram 19% em dois dias, segundo o AgFeed, depois de um pregão com forte aversão do mercado ao papel.[1] Em um dos pregões, a queda chegou a 16%, com o preço voltando para a faixa de R$ 12,35.[1]

O gatilho para a reação foi a leitura de que a companhia pode entregar uma margem Ebitda menor no segundo trimestre e seguir pressionada por custos mais altos. Relatórios de bancos e corretoras citaram revisão de projeções, mas mantiveram recomendação de compra para o papel.[1][15]

O balanço também mostrou aumento relevante das despesas com logística. No quarto trimestre de 2025, os gastos com fretes e outras despesas de vendas, gerais e administrativas somaram R$ 606,9 milhões, alta de 76,2% na comparação anual.[2]

Por que importa para o agro

A 3tentos é uma empresa integrada de insumos, grãos e industrialização. Quando a margem aperta, o mercado lê isso como sinal de que a cadeia do agro também está mais sensível a custo logístico, preço da soja e ritmo de processamento.[6][17]

Para o produtor e para a trading, o ponto central é a eficiência operacional. Frete mais caro e spread menor entre compra e venda comprimem a rentabilidade da cadeia, mesmo quando o faturamento cresce.[2][6]

Dados e contexto

IndicadorDado
Queda das ações em 2 dias**19%**
Cotação citada no período**R$ 12,35**
Despesa com fretes e SG&A no 4T25**R$ 606,9 milhões**
Alta anual dessas despesas**76,2%**
Despesa acumulada no ano**R$ 1,9 bilhão**
Alta anual acumulada**51,2%**

A própria empresa indicou pressão dos custos logísticos em seu balanço, e casas como BTG e Citi continuaram otimistas, apesar da revisão para baixo nas estimativas de curto prazo.[1][2][15]

O que observar daqui pra frente

O mercado vai olhar principalmente a evolução da margem Ebitda, o ritmo de repasse de custos e a eficiência da operação industrial. Se o frete continuar pressionado e o processamento de grãos não recuperar rentabilidade, a ação pode seguir volátil.[1][2]

Também vale acompanhar se a companhia confirma melhora operacional nos próximos resultados ou se a leitura do mercado sobre o 2T26 se transforma em revisão mais dura de lucro. Para o agro, o sinal é claro: em ambiente de custo alto, crescimento de receita sozinho não sustenta avaliação.

Fontes

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