Área tratada com defensivos cresce 5% no 1º semestre no Brasil
Área tratada com defensivos agrícolas avançou 5% no semestre, puxada por pressão de pragas e doenças e maior uso de fungicidas e inseticidas.
A área tratada com defensivos agrícolas no Brasil aumentou 5% no primeiro semestre, para 1,2 bilhão de hectares. O avanço reflete a pressão de pragas e doenças nas lavouras e mostra que o produtor segue intensificando o manejo para proteger produtividade e renda.[1]
O levantamento da Kynetec Brasil, encomendado pelo Sindiveg, também aponta alta de 4,5% no volume total de produtos usados nas lavouras, para 793,8 mil toneladas. Na prática, o mercado cresceu em área atendida e em valor, em um cenário de maior demanda por controle fitossanitário.[1]
O que aconteceu
Segundo o estudo, a maior expansão veio dos fungicidas, com alta de 7,4% na área tratada no semestre.[1] Os inseticidas também avançaram cerca de 6%, impulsionados principalmente pelo combate à mosca-branca.[1]
Na divisão por classe de produtos, os herbicidas responderam por 41% do consumo total, seguidos pelos inseticidas com 29% e pelos fungicidas com 22%.[1] A leitura do setor é de que o aumento do uso não está ligado só à expansão de área, mas à necessidade de mais de uma aplicação por talhão ao longo do ciclo.
Por que importa para o agro
Para o produtor, a alta mostra que o custo de controle fitossanitário continua relevante na formação da despesa da lavoura. Quando a pressão de pragas e doenças sobe, o manejo precisa ser mais frequente e mais preciso, o que afeta o caixa e exige planejamento técnico.
Para o mercado, o dado confirma uma demanda firme por defensivos e reforça a importância de estratégias de rotação de ingredientes ativos, monitoramento e aplicação correta. Em um ambiente de resistência de pragas e doenças, o uso racional ganha peso tanto para reduzir perdas quanto para evitar desperdício.
Dados e contexto
- Área tratada: 1,2 bilhão de hectares no 1º semestre, alta de 5%.[1]
- Volume aplicado: 793,8 mil toneladas, crescimento de 4,5%.[1]
- Fungicidas: +7,4% na área tratada.[1]
- Inseticidas: cerca de +6%, com destaque para o controle da mosca-branca.[1]
- Mix de consumo: herbicidas 41%, inseticidas 29% e fungicidas 22%.[1]
O que observar daqui pra frente
O mercado deve seguir sensível ao comportamento climático, à pressão de pragas e à dinâmica das principais culturas. Se a infestação continuar elevada, a tendência é de manutenção de um nível alto de aplicações, o que sustenta a demanda por defensivos, mas também pressiona os custos do produtor. O ponto de atenção é combinar eficiência, tecnologia de aplicação e manejo integrado para evitar aumento de gasto sem ganho proporcional de controle.
Fontes
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