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Calor na Espanha volta a pressionar o preço do azeite

Ondas de calor, seca e incêndios na Europa reacendem o risco de alta no azeite e podem chegar ao consumidor brasileiro nas próximas semanas.

13 de agosto de 2026 3 min de leitura
Calor na Espanha volta a pressionar o preço do azeite

O avanço de uma nova onda de calor na Europa reacendeu a preocupação com o azeite de oliva. A Espanha, maior produtora mundial, volta a sofrer com seca, temperaturas extremas e incêndios, num cenário que pode reduzir oferta e puxar preços para cima no mercado internacional e no Brasil.

O que aconteceu

As altas temperaturas voltaram a atingir os principais países produtores do sul da Europa. Segundo a cobertura do G1 e do Globo Rural, olivais na Grécia, Itália, Portugal e Espanha têm sido afetados por calor extremo, seca prolongada e fumaça de incêndios.

Na Espanha, a situação é a mais sensível porque o país responde por cerca de 40% da produção mundial de azeite. Quando a safra espanhola aperta, o efeito aparece rápido nas cotações globais, já que o mercado depende muito desse abastecimento.

Produtores ouvidos pela imprensa relatam redução de produtividade, piora na qualidade dos frutos e aumento dos custos de produção. A combinação abre espaço para nova rodada de alta no atacado e no varejo.

Por que importa para o agro

O azeite é uma commodity agrícola com forte influência climática. Quando a oferta cai na Europa, o ajuste de preço tende a ser imediato, porque não há substituição rápida para o volume perdido nas regiões mediterrâneas.

Para o Brasil, isso significa pressão sobre importadores, indústrias e redes de varejo. O país compra grande parte do azeite que consome e costuma repassar com atraso, mas de forma consistente, qualquer choque de oferta no exterior.

Dados e contexto

DadoInformação
Principal origem do riscoEspanha, maior produtora mundial
Causascalor extremo, seca e incêndios
Efeito esperadomenor oferta e pressão sobre preços
Brasiltende a sentir a alta com atraso no varejo

A reportagem do G1 cita uma das ondas de calor mais severas já registradas na Europa em junho e julho de 2026, com temperaturas acima de 40 °C em vários países. O texto também destaca que produtores veem a sequência de eventos climáticos como ameaça direta à próxima safra.

O Globo Rural informou que especialistas ainda não conseguem medir o tamanho exato do impacto dos incêndios sobre a produção europeia. Mesmo assim, o mercado já trabalha com a possibilidade de nova escalada de preços, especialmente se o calor persistir no restante do verão europeu.

O que observar daqui pra frente

O foco agora está no ritmo das chuvas, na evolução dos incêndios e nas revisões de safra na Espanha e nos demais países do Mediterrâneo. Se as perdas forem confirmadas, a tendência é de preços firmes por mais tempo, com reflexo mais claro no varejo brasileiro nos próximos meses. Importadores e redes de distribuição devem monitorar estoques e contratos para evitar repasse brusco ao consumidor.

Fontes

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