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Abiove eleva projeção de exportação de óleo de soja e processamento recorde em 2026

Indústria de soja ajusta para cima exportação de óleo e processamento, puxada por demanda de biodiesel e mercado externo aquecido.

18 de setembro de 2026 4 min de leitura
Abiove eleva projeção de exportação de óleo de soja e processamento recorde em 2026

A Abiove elevou a projeção de exportação de óleo de soja do Brasil em 2026 e confirmou ritmo forte de processamento da oleaginosa, com avanço de 8,3% no acumulado do ano. O movimento responde à demanda aquecida de biodiesel e ao interesse do mercado externo, reforçando a importância da indústria na absorção da safra e na formação de preços ao produtor.

O que aconteceu

Segundo dados mais recentes da associação, o processamento de soja de janeiro a julho alcançou cerca de 33,6 milhões de toneladas, alta de 8,3% frente ao mesmo período do ano anterior, já com ajuste amostral. Em julho, foram 5,13 milhões de toneladas, 1,9% acima de junho e 7,4% acima de julho do ano passado.[1]

A Abiove também revisou para cima a projeção anual de esmagamento, indicando patamar próximo ou acima de 63,5 milhões de toneladas para 2026, o que representa novo recorde histórico para a indústria de óleos vegetais.[2][3]

No óleo de soja, a entidade aumentou a previsão de produção para cerca de 12,8 milhões de toneladas em 2026 e projetou exportações em torno de 1,8 milhão de toneladas, salto significativo em relação a 2025.[2] Em estimativas anteriores, a exportação de óleo vinha sendo apontada na faixa de 1,5 a 1,7 milhão de toneladas.[3][6][10]

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Por que importa para o agro

O aumento do processamento reforça a capacidade da indústria em absorver parte da oferta elevada de soja em grão, ajudando a escoar a safra e reduzir pressão sobre armazéns. Em regiões com forte presença de esmagadoras, isso tende a sustentar a demanda local e melhorar a competitividade na originação.

Para o produtor, maior produção e exportação de óleo de soja sinalizam cadeia de derivados aquecida, impulsionada pelo biodiesel e pelo consumo externo. Isso pode favorecer a remuneração da indústria e, indiretamente, influenciar prêmios regionais e a disputa entre exportação de grão e processamento interno.

Dados e contexto

A Abiove reúne grandes indústrias e tradings de óleos vegetais, como ADM, Bunge, Cargill, Cofco e Louis Dreyfus, e suas projeções são referência para o mercado de soja.[6]

Em 2026, as principais estimativas divulgadas pela associação convergem para:

Indicador (Brasil)Estimativa 2026
Processamento de soja**≈63,5 milhões t** (recorde)[2][3]
Processamento jan–jul**33,6 milhões t**, +8,3% ano a ano[1]
Produção de óleo de soja**≈12,8 milhões t**[2]
Exportação de óleo de soja**≈1,8 milhões t**, alta forte sobre 2025[2]

Relatórios anteriores indicavam processamento em 63,3 milhões de toneladas e exportações de óleo em torno de 1,5 a 1,7 milhão de toneladas, mostrando sequência de revisões para cima à medida que a demanda se consolida.[3][6][10]

Boa parte desse avanço está ligada à mistura obrigatória de biodiesel no diesel, em que o óleo de soja é a principal matéria-prima. Com maior participação do biocombustível na matriz, cresce a necessidade de esmagamento e de óleo disponível.[6]

Instituições como Conab e USDA já vinham apontando produção robusta de soja no Brasil e consolidação do país como maior produtor e exportador global de grão, enquanto a Abiove detalha o desempenho da indústria de esmagamento e derivados. Em paralelo, dados do MAPA sobre a política de biodiesel ajudam a explicar a expansão estrutural do processamento.

O que observar daqui pra frente

Produtores e agentes da cadeia devem acompanhar três pontos: evolução da mistura de biodiesel, competitividade do óleo brasileiro no mercado externo e possíveis ajustes nas estimativas de safra pela Conab e USDA. Mudanças na política de combustíveis ou recuos na demanda internacional podem reduzir o ritmo de processamento, enquanto novas altas na mistura ou melhora nos preços do óleo abrem espaço para mais esmagamento, prêmios melhores e maior agregação de valor à soja produzida no país.

Fontes

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