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ABPA defende resposta coordenada para limitar embargos após foco de Newcastle em SC

Entidade quer conter restrições comerciais ao Brasil após confirmação de Newcastle em criação comercial de perus em Santa Catarina.

21 de outubro de 2026 3 min de leitura
ABPA defende resposta coordenada para limitar embargos após foco de Newcastle em SC

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) defende uma atuação coordenada do governo e do setor privado para evitar que o foco de doença de Newcastle em Santa Catarina provoque embargos amplos à carne de frango brasileira. A estratégia busca preservar o acesso aos mercados e restringir eventuais medidas à área afetada.

O que aconteceu

O Ministério da Agricultura e Pecuária confirmou um foco da doença em um estabelecimento comercial de criação de perus no município de Nova Itaberaba, no oeste de Santa Catarina. O caso foi identificado em investigação epidemiológica e confirmado pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo.

O estabelecimento foi interditado pelo Serviço Veterinário Oficial catarinense, com suspensão da movimentação de aves. O Mapa informou que as ações de controle, contenção e erradicação seguem o Plano de Contingência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle.

A ocorrência também foi comunicada à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e aos parceiros comerciais do Brasil. A ABPA avalia que transparência, rapidez nas informações e negociação técnica são essenciais para impedir reações desproporcionais dos importadores.

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Por que importa para o agro

A doença de Newcastle é viral, altamente contagiosa e pode afetar mais de 200 espécies de aves, segundo a Embrapa. Para a avicultura, o principal risco econômico está na adoção de bloqueios abrangentes por países compradores, mesmo quando o foco é isolado e está sob controle oficial.

O Brasil depende da regularidade sanitária para manter exportações de carne de frango, ovos e outros produtos avícolas. Embargos generalizados podem reduzir o ritmo dos embarques, pressionar os preços recebidos pelos produtores e aumentar a oferta no mercado interno. Medidas regionalizadas tendem a limitar esse impacto.

Dados e contexto

  • O foco foi registrado em uma unidade comercial de perus em Nova Itaberaba, Santa Catarina.
  • A confirmação ocorreu por análise do LFDA-SP, laboratório oficial do Mapa.
  • O estabelecimento foi interditado e teve a movimentação de aves suspensa.
  • Em julho de 2024, o Brasil registrou outro foco comercial de Newcastle em Anta Gorda, no Rio Grande do Sul.
  • Naquele episódio, o Mapa informou a suspensão preventiva das exportações para atender exigências sanitárias acordadas com 44 países.
  • A Embrapa informa que a doença não tem tratamento; o controle depende de medidas rápidas de contenção, eliminação sanitária de lotes afetados, vigilância e biosseguridade.
A experiência de 2024 mostra que a retirada de restrições depende da comprovação de controle do foco e da avaliação individual de cada país importador. Por isso, a comunicação técnica precisa acompanhar a resposta de campo.

O que observar daqui pra frente

O mercado deve acompanhar a investigação epidemiológica, os resultados da vigilância em propriedades próximas e as decisões dos parceiros comerciais. Para produtores, o foco imediato é reforçar biosseguridade, controlar o acesso às granjas, comunicar sinais suspeitos ao serviço veterinário e cumprir as orientações oficiais. A delimitação rápida da ocorrência será decisiva para reduzir o risco de novos embargos.

Fontes

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