ADM reduz emissões no esmagamento de soja com energia eólica
Contrato de energia eólica abastece sete unidades da ADM no Brasil e evita cerca de 19 mil toneladas de CO₂ por ano.

A ADM passou a usar energia eólica em sete unidades industriais no Brasil, incluindo plantas de esmagamento e processamento de soja. A iniciativa deve evitar cerca de 19 mil toneladas de CO₂ por ano e reduzir custos operacionais ao longo do contrato. O movimento amplia o uso de fontes renováveis na indústria de alimentos e biocombustíveis.
O que aconteceu
A companhia firmou um acordo de autoprodução de energia com a Casa dos Ventos. O contrato inclui eletricidade gerada pelo Complexo Eólico Babilônia Sul, na Bahia, e tem duração inicial de 15 anos.
A energia será direcionada a unidades da ADM em cinco estados: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Santa Catarina e Minas Gerais, além de uma operação no Maranhão. As plantas atendidas incluem instalações ligadas ao processamento de soja, produção de biodiesel e outros produtos agrícolas.
O acordo faz parte do programa ambiental Strive 35, que prevê, até 2035, redução absoluta de 25% nas emissões de gases de efeito estufa, corte de 15% na intensidade do consumo de energia e redução de 10% na intensidade do uso de água. A empresa também estabeleceu a meta de desviar 90% dos resíduos dos aterros.
Por que importa para o agro
O esmagamento de soja consome energia em etapas como recebimento, secagem, extração de óleo, refino e produção de farelo. Ao substituir parte da eletricidade convencional por geração eólica, a indústria reduz as emissões associadas ao processamento da matéria-prima.
A mudança também pode aumentar a competitividade da soja brasileira em mercados que exigem rastreabilidade e menor intensidade de carbono. Para produtores e cooperativas, isso cria espaço para diferenciar lotes quando a indústria consegue conectar a origem do grão às práticas ambientais e ao processamento de menor emissão.
A iniciativa não elimina outros componentes da pegada de carbono da soja, como uso de fertilizantes, mudanças no uso da terra, transporte e consumo de diesel. O impacto precisa ser medido em toda a cadeia, com metodologias consistentes e dados verificáveis.
Dados e contexto
- 19 mil toneladas de CO₂ por ano: redução estimada com o fornecimento de energia eólica às unidades da ADM.
- Sete plantas industriais: operações atendidas pelo contrato em diferentes regiões brasileiras.
- 15 anos: prazo inicial do acordo de autoprodução de energia.
- US$ 18 milhões: economia estimada pela Casa dos Ventos ao longo do contrato.
- 50% menos emissões na lavoura: resultado divulgado pela ADM em áreas de soja monitoradas em programa de agricultura regenerativa, em comparação com o parâmetro de referência utilizado no mercado.
O que observar daqui para frente
O principal ponto será verificar se a redução industrial será incorporada aos contratos de compra de soja e convertida em valor para o produtor. Também será necessário acompanhar a expansão para outras unidades, a comprovação dos resultados e a integração entre energia renovável, rastreabilidade, manejo de solo e redução de emissões na fazenda. Sem métricas auditáveis, o benefício ambiental perde força comercial.
Fontes
- AgFeed – ADM colhe a safra dos ventos de energia limpa e reduz pegada de carbono no esmagamento de soja
- Casa dos Ventos – Caso ADM
- AgFeed – Na ADM, soja com 50% menos carbono
- Bayer – Primeira carga de soja com pegada de carbono mensurada
- agfeed.com.br
- valor.globo.com
- agfeed.com.br
- agfeed.com.br
- agfeed.com.br
- agfeed.com.br
- agfeed.com.br
- adm.com
- revistacultivar.com.br
- agfeed.com.br
- agfeed.com.br
Continue lendo
Consulta pública discute proteção de 18,2 milhões de hectares nos Montes Oceânicos
Proposta do ICMBio prevê três unidades de conservação no Nordeste, com regras para pesca industrial, mineração marinha e atividades econômicas.

Roberto Rodrigues defende agro brasileiro como instrumento de paz
Ex-ministro afirma que produzir alimentos para o mundo pode consolidar o Brasil como líder global em segurança alimentar e paz.

Washington e Denver proíbem produção e venda de foie gras
Eleitores de Washington e Denver aprovaram restrições ao foie gras produzido com alimentação forçada de patos e gansos.