Sustentabilidade

Roberto Rodrigues defende agro brasileiro como instrumento de paz

Ex-ministro afirma que produzir alimentos para o mundo pode consolidar o Brasil como líder global em segurança alimentar e paz.

07 de novembro de 2026 4 min de leitura
Roberto Rodrigues defende agro brasileiro como instrumento de paz

O ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues afirma que o Brasil pode transformar sua produção agropecuária em uma ferramenta de segurança alimentar e paz mundial. Durante homenagem no Fórum Planeta Campo, ele disse que seu maior sonho é ver o país reconhecido como “campeão mundial da paz” por alimentar outras nações.

O que aconteceu

Rodrigues recebeu o Prêmio Semeador da Paz, criado para reconhecer pessoas ligadas ao desenvolvimento do agronegócio, do cooperativismo e da segurança alimentar. Ao comentar sua trajetória, defendeu que a capacidade brasileira de produzir alimentos deve ser usada para reduzir a fome e ampliar a estabilidade entre os países.

“Se nós alimentarmos o mundo, o Brasil será também o campeão mundial da paz”, afirmou o ex-ministro. Para ele, a agricultura tem um papel que vai além da geração de renda e da exportação de commodities: garantir comida acessível também ajuda a reduzir conflitos sociais e pressões econômicas.

A visão está ligada à expansão da agricultura tropical brasileira. O país desenvolveu tecnologias adaptadas a solos e climas tropicais, ampliou a produtividade e consolidou uma cadeia capaz de atender ao mercado interno e a grandes compradores internacionais.

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Por que importa para o agro

A proposta reforça a necessidade de posicionar o Brasil como fornecedor confiável de alimentos, energia e tecnologia agrícola. Para o produtor, isso pode significar oportunidades em mercados externos, maior demanda por grãos, carnes, fibras e biocombustíveis e valorização de sistemas produtivos eficientes.

Mas o avanço depende de coordenação. Crédito, seguro rural, infraestrutura, pesquisa e previsibilidade regulatória são necessários para elevar a produção sem ampliar riscos ao produtor. A expansão também precisa combinar produtividade, conservação ambiental e rastreabilidade.

O desafio inclui melhorar a imagem internacional do agro brasileiro. A capacidade de produzir mais em áreas já abertas, recuperar pastagens e adotar práticas de baixo carbono pode fortalecer a posição do país em negociações comerciais e ambientais.

Dados e contexto

Segundo referência citada pelo Canal Rural, dados da Embrapa indicam que o agro brasileiro já contribui para alimentar cerca de 800 milhões de pessoas no mundo. Rodrigues avalia que o país pode chegar a 1 bilhão de pessoas atendidas em menos de dez anos, caso mantenha o ritmo de crescimento e enfrente gargalos de produção e logística.

A agricultura brasileira também tem papel estratégico na transição energética. A produção de etanol, biodiesel e outras fontes renováveis amplia a participação do campo na segurança energética, além de reduzir a dependência de combustíveis fósseis.

FatorEfeito esperado
Produção de alimentosRedução da insegurança alimentar
CooperativismoMaior escala e poder de negociação
Tecnologia tropicalGanhos de produtividade e adaptação climática
BiocombustíveisDiversificação da matriz energética
Comércio internacionalNovos mercados e entrada de divisas

A Conab, o Ministério da Agricultura e a Embrapa têm papel relevante na geração de dados, no planejamento da oferta e no desenvolvimento de tecnologias. A articulação entre governo, produtores, cooperativas e empresas será decisiva para transformar potencial em resultado.

O que observar daqui para a frente

O setor deve acompanhar a abertura de mercados, os investimentos em armazenagem e transporte, a evolução do seguro rural e as exigências ambientais dos compradores. A oportunidade é ampliar a produção com eficiência; o risco é crescer sem infraestrutura, crédito e políticas estáveis, deixando o produtor exposto a custos maiores e eventos climáticos.

Fontes

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