ADM vê piscicultura como principal motor do negócio de rações no Brasil
A piscicultura já responde por mais de metade da receita de rações da ADM no Brasil, puxada sobretudo pela tilápia.
A piscicultura já responde por mais de 50% da receita da ADM com rações no Brasil. O avanço mostra como a cadeia do peixe, especialmente a tilápia, virou um dos mercados mais relevantes para a indústria de nutrição animal no País.[1]
O que aconteceu
A ADM informou que o segmento de peixes passou a liderar as vendas de rações da companhia no mercado brasileiro. O salto acompanha a expansão da piscicultura nacional, com destaque para a produção de tilápia, que ganhou escala nos últimos anos.[1]
Segundo a reportagem do AgFeed, a empresa tem apostado em tecnologias específicas para atender esse tipo de criação. A estratégia inclui formulações ajustadas às necessidades dos peixes e à realidade de produção em diferentes regiões do País.[1]
A multinacional mantém 8 plantas de ração no Brasil, distribuídas por São Paulo, Paraná, Mato Grosso, Goiás, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Rondônia. Essa estrutura ajuda a atender mercados regionais e a reduzir distância logística para o produtor.[1]
Por que importa para o agro
O dado confirma que a piscicultura deixou de ser nicho e passou a influenciar a conta de resultados de grandes fornecedores de insumos. Para o produtor, isso tende a ampliar a oferta de rações, tecnologia e suporte técnico voltados ao desempenho zootécnico e ao custo por quilo produzido.[1]
Para a cadeia do agro, o crescimento também indica maior profissionalização do setor. Quando uma multinacional global passa a enxergar os peixes como principal linha de receita em um país, o mercado sinaliza demanda consistente, escala e espaço para novos investimentos industriais e comerciais.[1][4]
Dados e contexto
| Indicador | Dado |
|---|---|
| Participação da piscicultura nas vendas de ração da ADM | **Mais de 50%** |
| Expansão da tilápia no Brasil | **Quase 150%** em 10 anos |
| Unidades da ADM para fabricação de rações no País | **8 plantas** |
| Tamanho do setor de peixes no Brasil | **R$ 11 bilhões** |
A própria AgFeed destaca que o setor já movimenta R$ 11 bilhões no País, o que ajuda a explicar o interesse de empresas e investidores.[4] O avanço da tilápia também reforça a mudança de perfil da piscicultura, que vem saindo de atividade complementar para negócio com peso industrial e comercial.[1][4]
O que observar daqui pra frente
O principal ponto a acompanhar é se a expansão da piscicultura seguirá em ritmo suficiente para sustentar novos investimentos em ração, genética, sanidade e processamento. Se a demanda continuar forte, a tendência é de mais competição entre fabricantes e mais pressão por eficiência nas fazendas.[1][4]
Também vale observar custos de milho, farelo de soja, energia e logística, que afetam diretamente a ração e a margem do produtor. Em um setor que depende de escala e previsibilidade, qualquer oscilação de insumos pode mexer rápido na rentabilidade.
Fontes
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