Agro cobra prioridades do próximo presidente para crédito, seguro e segurança jurídica
Entidades do agronegócio apresentam uma agenda clara ao próximo presidente, centrada em crédito rural, seguro, segurança jurídica e competitividade.
Entidades do agronegócio firmaram uma pauta conjunta para apresentar ao próximo presidente da República, com foco em crédito rural, seguro agrícola, segurança jurídica e ambiente regulatório mais simples. A agenda busca garantir competitividade ao produtor brasileiro frente a concorrentes como Estados Unidos e União Europeia, que operam com forte apoio estatal e melhor infraestrutura.
O que aconteceu
Organizações do agro consolidaram um documento com demandas consideradas urgentes para o novo governo. O eixo central é a reestruturação das políticas de crédito rural, com juros compatíveis à renda do produtor, menos burocracia e maior previsibilidade nos recursos do Plano Safra.
Outro ponto é a ampliação do seguro rural. Hoje, menos de 4% da área agrícola está coberta, expondo produtores a perdas financeiras severas em eventos climáticos extremos. A proposta inclui aumentar recursos orçamentários, fortalecer fundos garantidores e tornar o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural mais acessível.
As entidades também defendem segurança jurídica na questão fundiária, com aceleração da regularização de terras e ajustes no Cadastro Ambiental Rural (CAR). A pauta inclui estabilidade regulatória, revisão de projetos de lei sensíveis ao setor e redução de insegurança em temas como uso de insumos e defesa agropecuária.
Por que importa para o agro
Para o produtor, essas medidas significam acesso mais estável a financiamento, proteção contra perdas e regras mais claras para investir em tecnologia, armazenagem e expansão da produção. Sem crédito adequado e seguro funcional, o risco sobe, o custo de capital aumenta e muitos projetos são adiados.
Na visão das entidades, o Brasil só conseguirá manter e ampliar participação em mercados globais se combinar produtividade alta com estabilidade econômica no campo. Países como EUA e membros da UE trabalham com políticas agrícolas plurianuais, subsídios ao seguro e forte investimento em logística. O agro brasileiro pede, no mínimo, condições equivalentes de financiamento, seguro e infraestrutura.
Dados e contexto
Em linhas gerais, a agenda das entidades se organiza em alguns blocos principais:
| Eixo | Principais demandas |
|---|---|
| **Crédito rural** | Reestruturação das linhas oficiais, juros alinhados à renda, menos burocracia, expansão de fundos garantidores |
| **Seguro rural** | Aumento da área coberta (hoje cerca de **4%**), mais recursos ao programa de subvenção, estímulo a seguros privados |
| **Segurança jurídica e fundiária** | Regularização de terras, avanço no CAR, estabilidade em normas ambientais e de insumos |
| **Logística e infraestrutura** | Investimentos em armazenagem, ferrovias, rodovias e portos para reduzir custos e perdas pós-colheita |
| **Defesa agropecuária** | Fortalecimento de vigilância sanitária, estrutura do MAPA e resposta rápida a doenças de plantas e animais |
Dados recentes da Conab mostram o Brasil colhendo safras recordes de grãos, com produção superior a 300 milhões de toneladas, enquanto o IBGE registra aumento na participação do agro no PIB em ciclos de boa safra. Em paralelo, a Embrapa segue comprovando ganhos de produtividade por hectare graças ao avanço tecnológico.
Apesar disso, estudos da CNA e de entidades setoriais apontam queda na rentabilidade de diversos segmentos, pressionados por custos de insumos, frete e oscilações de preços. Sem seguros robustos e crédito de longo prazo, essa volatilidade se traduz em mais endividamento e redução da capacidade de investimento.
O que observar daqui pra frente
Produtores e empresas do agro devem acompanhar de perto o compromisso dos candidatos com uma política agrícola de Estado, não apenas de governo, incluindo metas claras para crédito, seguro rural, infraestrutura e segurança jurídica. A atenção deve se voltar para propostas de ampliação do orçamento do Plano Safra, avanços em fundos garantidores, regulação do CAR e investimentos em logística, pontos que podem definir o ritmo de expansão, a rentabilidade e a resiliência do campo brasileiro nos próximos anos.
Fontes
- Canal Rural – Entidades do agronegócio definem prioridades para o próximo presidente
- Canal Rural – A um ano das eleições, agro cobra políticas agrícolas de Estado, não de governo
- Revista V – O agro pede uma política de Estado
- Conab – Acompanhamento da safra brasileira de grãos
- Embrapa – Indicadores de produtividade agrícola
- agro.boletimtrendsce.com.br
- canalrural.com.br
- youtube.com
- canalrural.com.br
- beefpoint.com.br
- news.agrofy.com.br
- canalrural.com.br
- cooxupe.com.br
- valor.globo.com
- youtube.com
- sistemafaep.org.br
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