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BNDES libera R$ 42,8 milhões para a Coasul ampliar armazenagem de grãos no Paraná

Financiamento do BNDES vai ampliar em 24 mil toneladas a capacidade de armazenagem da Coasul nas unidades de Laranjal e São João, no sudoeste do Paraná.

21 de agosto de 2026 4 min de leitura
BNDES libera R$ 42,8 milhões para a Coasul ampliar armazenagem de grãos no Paraná

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 42,8 milhões em financiamento para a Coasul Cooperativa Agroindustrial ampliar a capacidade de armazenagem de grãos em 24 mil toneladas nas unidades de Laranjal e São João, no sudoeste do Paraná.[2] O investimento reforça a estrutura pós-colheita da cooperativa e melhora o atendimento direto a 16,7 mil cooperados da região.[2]

O que aconteceu

O projeto financiado pelo BNDES integra o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), focado em ampliar a infraestrutura de armazenagem no campo e reduzir gargalos logísticos da safra.[2][5] Além do crédito, a Coasul aportará R$ 803 mil em recursos próprios, elevando o investimento total para R$ 43,6 milhões.[2]

Em Laranjal, serão investidos R$ 33,7 milhões na construção de silos com capacidade estática de 12 mil toneladas, além de obras civis e melhorias de fluxo de recebimento.[2] Em São João, o projeto prevê R$ 9,9 milhões para dois silos de 6 mil toneladas cada, um silo moega de 780 toneladas, instalações elétricas e uma máquina de limpeza de grãos, elevando a capacidade local de 135 mil para 147 mil toneladas.[2]

Por que importa para o agro

A ampliação de armazenagem dá mais autonomia à Coasul para segurar o produto em momentos de preços baixos e negociar melhor nos picos de demanda, reduzindo a pressão de venda imediata do produtor.[2] Em regiões de forte produção de soja e milho, como o sudoeste do Paraná, capacidade estática maior ajuda a diluir riscos de perda de qualidade e fila de caminhões em períodos de colheita concentrada.

Para o cooperado, a nova estrutura tende a encurtar tempo de descarga e melhorar o padrão de classificação dos grãos, com mais limpeza e ordenamento operacional.[2] Esse tipo de investimento se soma a outras operações do BNDES com cooperativas como Coamo, Copacol e Cooperalfa, que vêm reforçando o parque de silos e armazéns no Sul e Centro-Oeste, em linha com a necessidade apontada por estudos de capacidade de armazenagem da Conab e do MAPA.

Dados e contexto

Segundo o BNDES, a operação com a Coasul tem foco direto na base de 16,7 mil cooperados e usa recursos do PCA, dentro da política de ampliação da infraestrutura pós-colheita.[2][5]

IndicadorValor
Financiamento BNDES à Coasul**R$ 42,8 milhões**[2]
Investimento total do projeto**R$ 43,6 milhões**[2]
Ampliação da capacidade de armazenagem**24 mil toneladas**[1][2]
Investimento em Laranjal**R$ 33,7 milhões**[2]
Capacidade adicional em Laranjal**12 mil toneladas**[2]
Investimento em São João**R$ 9,9 milhões**[2]
Capacidade adicional em São João**12,78 mil toneladas** (dois silos de 6 mil + moega)[2]
Capacidade total em São João (antes/depois)**135 mil → 147 mil toneladas**[2]

Relatórios da própria Coasul indicam que a cooperativa encerrou 2023 com capacidade de armazenagem de 16,89 milhões de sacas, entre silos a granel e armazéns ensacados.[10] Em um cenário de safra crescente de grãos no Paraná, os investimentos acompanhados por BNDES e outras instituições de fomento, como BRDE, buscam reduzir o déficit estrutural de armazenagem mapeado por órgãos como Conab e MAPA.

O que observar daqui pra frente

Para o produtor da região, o ponto de atenção é como essa nova capacidade será integrada à logística de recebimento, secagem e expedição da Coasul, principalmente nos picos de colheita de soja e milho. A evolução dos prazos de fila, da qualidade dos serviços de pós-colheita e da estratégia comercial da cooperativa deve indicar o quanto o investimento em silos se traduzirá em melhor remuneração, maior proteção contra perdas e mais margem de manobra na hora de decidir quando vender.

Fontes

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