Alckmin diz que exportações à UE cresceram 4% em 60 dias
Vice-presidente afirmou que o acordo Mercosul-UE já impulsiona vendas brasileiras e pode abrir mais espaço para o agro.

As exportações brasileiras para a União Europeia cresceram 4% em 60 dias, segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin. O avanço foi citado como efeito inicial do acordo Mercosul-UE e reforça a aposta do governo em novos mercados para o agro e a indústria.[1][2]
O que aconteceu
Alckmin afirmou que a entrada em vigor parcial do acordo já começou a reduzir tarifas e a melhorar o acesso de produtos brasileiros ao mercado europeu. Segundo ele, cerca de 5 mil produtos tiveram imposto zerado a partir de 1º de maio, o que ajuda a explicar o movimento nas exportações.[1]
Em entrevista repercutida pela imprensa, o vice-presidente disse que, em dois meses, as vendas brasileiras à Europa somaram R$ 10 bilhões a mais, o que representaria alta de 26% sobre o mesmo período de 2025.[2]
O governo também tem citado efeitos mais amplos do tratado. Em dezembro de 2024, Alckmin e o ministro Carlos Fávaro afirmaram que o acordo deve beneficiar especialmente frutas, café, açúcar, carne bovina, frango e etanol, além de alguns itens industriais.[3]
Por que importa para o agro
Para o agro, a principal mudança é a ampliação de mercado com menos tarifa e mais previsibilidade comercial. Isso tende a favorecer cadeias já fortes no Brasil, como proteína animal, açúcar, café e frutas, que podem ganhar competitividade na União Europeia.[1][3]
O impacto também é estratégico em um cenário de pressão por diversificação de destinos. Com a Europa como mercado relevante e de maior valor agregado, produtores e exportadores podem ganhar espaço para produtos com melhor padrão sanitário, rastreabilidade e diferenciação comercial.[3][4]
Dados e contexto
| Indicador | Dado |
|---|---|
| Crescimento citado nas exportações à UE | **4%** em 60 dias[1] |
| Aumento informado em valor | **R$ 10 bilhões**[2] |
| Produtos com tarifa zerada no início da vigência | cerca de **5 mil**[1] |
| Projeção do governo para exportações totais do Brasil | alta de **13%** quando o acordo estiver plenamente implementado[1] |
| Projeção para a indústria | alta de **26%**[1][3] |
O governo diz que a implementação será gradual e pode se estender por anos. A entrada em vigor ocorreu de forma provisória, e ainda há debate político na Europa sobre o texto final.[1]
O que observar daqui pra frente
O mercado deve acompanhar três pontos: ritmo de redução tarifária, exigências sanitárias e reação dos países europeus ao acordo. Se a abertura avançar sem novas barreiras políticas, o agro brasileiro pode ampliar embarques e ganhar preço médio melhor em nichos mais exigentes. Se houver atraso ou contestação jurídica, o efeito inicial pode perder força.[1][8]
Fontes
- G1 - Acordo Mercosul-UE pode aumentar exportações brasileiras
- Terra - Em meio ao tarifaço dos EUA, Alckmin diz que exportações à Europa cresceram R$ 10 bi em 2 meses
- G1 - Acordo Mercosul-UE agrada ao agro e à indústria
- MDIC - Acordo Mercosul-União Europeia está bem encaminhado
- canalrural.com.br
- terra.com.br
- economia.ig.com.br
- youtube.com
- youtube.com
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