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Oferta maior derruba preço do feijão-carioca no Brasil

A maior oferta de feijão-carioca voltou a pressionar as cotações, com queda mais forte em regiões produtoras de Goiás e Minas Gerais.

10 de agosto de 2026 3 min de leitura
Oferta maior derruba preço do feijão-carioca no Brasil

O preço do feijão-carioca segue em queda no mercado brasileiro. A pressão vem do avanço da oferta, da melhora na disponibilidade de grãos de boa qualidade e da postura mais cautelosa dos compradores, que reduzem o ritmo de negócios e evitam volumes maiores.

As baixas aparecem com mais força em praças de Goiás e Minas Gerais, enquanto o feijão preto mostra comportamento diferente, sustentado por menor disponibilidade. Para o produtor, o momento exige atenção à qualidade do lote e ao timing de venda.

O que aconteceu

O mercado do feijão-carioca perdeu força nas últimas semanas. Segundo levantamentos de mercado, a combinação de maior oferta e demanda mais lenta puxou os preços para baixo em várias regiões produtoras.

As maiores quedas foram observadas no Centro-Noroeste de Goiás e no Noroeste de Minas Gerais, com recuo próximo de 10% na comparação semanal. No Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, a desvalorização ficou em 6,38%.

A liquidez também continua baixa. Compradores atuam de forma pontual, enquanto produtores seguram lotes de melhor padrão na tentativa de evitar novas perdas nas cotações.

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Por que importa para o agro

A queda do feijão-carioca afeta diretamente a receita do produtor. Em um mercado com mais oferta e menos apetite comprador, o grão perde valor com rapidez, sobretudo nos lotes comerciais de padrão intermediário.

Para a cadeia, isso muda a estratégia de comercialização. Quem tem produto de melhor qualidade pode defender preço por mais tempo, mas lotes fora do padrão tendem a enfrentar desconto maior e venda mais difícil.

Dados e contexto

IndicadorSituação recente
Feijão-cariocaPreços em queda nas principais praças
Goiás e Noroeste de MinasRecuo de cerca de **10%** na semana
Triângulo Mineiro e Alto ParanaíbaBaixa de **6,38%**
Feijão-pretoMais firme, com menor oferta

Levantamentos do Cepea indicam que a pressão vem do avanço da colheita e da maior disponibilidade de grãos no mercado. Em paralelo, a retração nas compras ajuda a travar a formação de preços e reduz a liquidez das negociações.

Em outra leitura de mercado, agentes do setor relatam negócios mais fracos e estoques elevados em algumas regiões, o que amplia a pressão sobre o carioca e limita tentativas de recuperação no curto prazo.

O que observar daqui pra frente

O próximo movimento de preço vai depender da velocidade de entrada de novos lotes e da reação dos compradores. Se a oferta continuar crescendo e a demanda seguir lenta, a tendência é de mais pressão sobre o feijão-carioca. Já lotes com melhor peneira e padrão comercial podem resistir melhor às quedas.

Fontes

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