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Anac reajusta tarifas nos aeroportos do Galeão e de Confins

Reajuste nas tarifas aeroportuárias do Galeão (RJ) e de Confins (MG) aumenta custos de embarque e pode pressionar fretes aéreos para o agronegócio.

18 de maio de 2026 4 min de leitura
Anac reajusta tarifas nos aeroportos do Galeão e de Confins

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou aumento nas tarifas aeroportuárias dos aeroportos do Galeão (RJ) e de Confins (MG). As novas tabelas valem para embarque, conexão, pouso, permanência, armazenagem e capatazia. O reajuste encarece operações de passageiros e carga, com reflexo direto no custo logístico de produtos do agronegócio que utilizam transporte aéreo, principalmente exportações e cargas urgentes.

O que aconteceu

Portarias publicadas no Diário Oficial da União definiram novos tetos tarifários para os dois aeroportos administrados pela iniciativa privada. O objetivo é repassar a atualização inflacionária prevista nos contratos de concessão e ajustar a remuneração pelos serviços prestados às companhias aéreas e usuários.

No Galeão, no Rio de Janeiro, os reajustes ficaram em 5,0248% e 4,1848%, conforme o tipo de tarifa. A tarifa de embarque doméstico passa a R$ 41,80 e a de embarque internacional sobe para R$ 54,47. Já em Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte, os índices de correção foram de 4,7860% e 4,1848%, levando a tarifa de embarque doméstico a R$ 30,40 e a internacional a R$ 53,84.

As novas tarifas impactam não só passageiros, mas também operações de carga aérea. Serviços como pouso, permanência de aeronaves no pátio, armazenagem e capatazia têm valores reajustados, o que tende a ser repassado aos fretes cobrados por companhias aéreas e operadores logísticos.

Por que importa para o agro

Produtores, cooperativas e tradings que utilizam transporte aéreo para carga perecível, de alto valor agregado ou amostras comerciais podem enfrentar aumento de custos. Galeão e Confins são hubs relevantes para exportação e redistribuição interna de produtos frescos, carnes especiais, flores, genética animal, insumos e defensivos de alto valor.

O repasse do reajuste às tarifas de frete pode reduzir margens em operações sensíveis ao tempo e à qualidade, como envios refrigerados e just-in-time. Para o agro exportador, qualquer elevação na conta logística pesa na competitividade frente a concorrentes de países que já operam com custos de transporte menores, segundo avaliações recorrentes de entidades como CNA e Abiove.

Dados e contexto

As tarifas aeroportuárias reguladas pela Anac costumam ser atualizadas periodicamente com base em índices de inflação e critérios contratuais das concessões. Na prática, os valores aparecem na passagem ou no custo do frete, mas compõem o bolo de despesas logísticas do setor produtivo.

Segundo a Anac, os principais tipos de tarifas impactadas são:

Tipo de tarifaExemplo de incidência
EmbarquePassageiro que inicia viagem no aeroporto
ConexãoPassageiro ou carga em trânsito entre voos
PousoOperação da aeronave na pista
PermanênciaEstadia da aeronave em pátios e hangares
ArmazenagemEstadia de carga em terminais
CapataziaMovimentação física da carga

No Galeão, referência para voos internacionais de carga, o embarque internacional subiu para R$ 54,47 por passageiro. Em Confins, a tarifa internacional é de R$ 53,84. Embora esses valores sejam associados a passageiros, a estrutura tarifária total impacta o custo operacional das companhias que também transportam carga em porões de aeronaves de passageiros e em cargueiros dedicados.

Relatórios da Embrapa e do Mapa apontam que a logística é um dos principais componentes de custo do agronegócio brasileiro, especialmente em cadeias de grãos, carnes e frutas. O modal aéreo representa fatia pequena do volume total, mas é estratégico para nichos que exigem rapidez, qualidade e regularidade nas entregas.

O que observar daqui pra frente

Produtores e empresas que dependem de carga aérea devem monitorar comunicados de companhias, corretores de frete e operadores logísticos sobre reajustes de tabelas. A tendência é de repasse gradual dos novos custos, com maior impacto em rotas que usam Galeão e Confins como ponto de origem, destino ou conexão. Revisar contratos, negociar volumes, comparar opções entre aeroportos e modais e otimizar a combinação de transporte rodoviário, aéreo e marítimo pode reduzir parte da pressão sobre a margem do produtor e da agroindústria.

Fontes

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