André de Paula cumpre agenda na China para destravar mais mercado ao agro brasileiro
Ministro André de Paula está na China em missão oficial para ampliar vendas do agro brasileiro, negociar abertura de mercado e fortalecer cooperação técnica.

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, lidera missão oficial à China com foco em abrir mais espaço para o agro brasileiro. A viagem inclui participação na feira SIAL 2026, reuniões com autoridades chinesas e encontros com empresas e cooperativas para destravar barreiras, ampliar exportações e fortalecer a cooperação técnica entre os dois países.
O que aconteceu
A missão ocorre entre 17 e 21 de maio e integra a estratégia do governo brasileiro de aprofundar a parceria com a China, principal destino das exportações do agro nacional. A agenda prevê reuniões com órgãos sanitários chineses, autoridades de comércio e grandes importadores de alimentos.
O ministro participa da SIAL 2026, uma das maiores feiras de alimentos e bebidas do mundo, vitrine importante para carnes, grãos, lácteos e produtos processados brasileiros. A comitiva inclui representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), empresas, cooperativas e entidades setoriais.
Segundo o MAPA, os encontros devem tratar de habilitação de novas plantas frigoríficas, ampliação de listas de exportadores, simplificação de trâmites sanitários e abertura para novos produtos de origem animal e vegetal. A pauta também inclui temas de cooperação em pesquisa agropecuária e segurança alimentar.
Por que importa para o agro
A China responde por uma fatia decisiva das vendas externas do agro brasileiro. Qualquer avanço em habilitações, redução de entraves sanitários ou diversificação de produtos exportados tende a impactar diretamente preços internos, escalas de abate, demanda por grãos e logística.
Para o produtor, mais acesso ao mercado chinês significa potencial de escoar volumes maiores, principalmente de proteína animal, soja, milho e algodão, o que reduz dependência do mercado doméstico e ajuda a sustentar margens em cenários de custos apertados. Para indústrias e cooperativas, a missão pode abrir espaço para produtos de maior valor agregado, como processados e itens prontos para consumo.
Dados e contexto
A China é, há anos, o maior parceiro comercial do agro brasileiro. Segundo o Mapa do Comércio Exterior do Agronegócio (MAPA/Conab e MDIC):
- Em 2023, a China respondeu por cerca de 35% das exportações do agronegócio brasileiro em valor.
- O Brasil é o maior fornecedor de soja para a China, com participação superior a 60% das importações chinesas do grão, segundo o USDA.
- Na proteína animal, o país asiático é um dos principais compradores de carne bovina, suína e de frango do Brasil, de acordo com dados da Conab e da ABPA.
A Embrapa é apontada como parceira estratégica em projetos de cooperação técnica com instituições chinesas, em áreas como genética, sistemas de produção sustentáveis e uso eficiente de insumos. Essa cooperação tende a reforçar a imagem do Brasil como fornecedor confiável e tecnificado.
| Indicador-chave | China x Brasil no agro |
|---|---|
| Participação da China nas exportações do agro brasileiro (valor, 2023) | ~35% (MAPA/MDIC) |
| Participação do Brasil nas importações chinesas de soja | >60% (USDA) |
| Principais itens exportados ao mercado chinês | Soja, carnes (bovina, suína, frango), celulose, algodão |
O que observar daqui pra frente
O setor deve acompanhar os resultados concretos da missão: número de novas plantas habilitadas, eventuais novos produtos liberados, mudanças em requisitos sanitários e avanço em projetos de cooperação tecnológica. Esses pontos mostrarão se a agenda na China se traduzirá em mais demanda efetiva, melhor remuneração ao produtor e maior previsibilidade para investimentos em produção, industrialização e logística voltada ao mercado asiático.
Fontes
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