Anvisa suspende venda de queijo artesanal e molho pesto por irregularidades
Queijo Minas artesanal Militão da Canastra e molho pesto vermelho Cecco têm venda e consumo suspensos pela Anvisa por problemas sanitários e de rotulagem.

A Anvisa suspendeu a venda, distribuição e consumo de um lote de Queijo Minas Artesanal da marca Militão da Canastra e de um molho pesto vermelho com mascarpone da marca Cecco, após identificação de irregularidades sanitárias e de rotulagem.[1][3] A decisão reforça a vigilância sobre alimentos de origem agropecuária e acende alerta para produtores artesanais e indústria de alimentos.
O que aconteceu
A suspensão do queijo atinge o lote 42 do Queijo Minas Artesanal Militão da Canastra, com fabricação em 30/6/2026 e validade até 30/9/2026.[1] A própria queijaria, registrada no SIF sob nº 5256, comunicou à Anvisa o recolhimento voluntário após análise oficial apontar contagem de coliformes acima do limite da legislação.[1]
O laudo foi emitido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), que identificou coliformes a 30ºC e coliformes termotolerantes a 45ºC acima dos padrões.[1] Até o momento, não há registro de eventos adversos relacionados ao consumo desse lote, mas todo o produto recolhido será descartado.[3]
No caso do molho pesto, a suspensão envolve o lote 07225288 do Molho Pesto Vermelho com Mascarpone da marca Cecco, fabricado pela Cia Bel de Alimentos (Festval).[1][3] O recolhimento também é voluntário e motivado pela ausência da declaração de “nozes” como alergênico no rótulo, o que fere as normas de rotulagem de alergênicos.[1]
Por que importa para o agro
Para o produtor de leite e queijo artesanal, o caso mostra que conformidade sanitária e rastreabilidade são decisivas para manter acesso a mercados e preservar marca. Um único lote fora do padrão pode levar à suspensão de vendas, descarte de produto e perda de receita, mesmo quando não há surtos registrados.[1][3]
Para a cadeia de alimentos, falhas de rotulagem, como a omissão de alergênicos, ampliam o risco jurídico e de imagem para indústrias que usam insumos agropecuários.[1][3] A exigência da Anvisa pressiona empresas a reforçar controle interno, testes de qualidade e revisão de rótulos, impactando desde o fornecedor rural até o varejo.
Dados e contexto
A atuação conjunta de Anvisa e MAPA em casos de queijo artesanal tem se intensificado, com foco em microbiologia e boas práticas de fabricação.[1][2] Em episódios anteriores, a presença de Listeria monocytogenes e Staphylococcus coagulase positiva em queijos artesanais levou à suspensão de todos os lotes de um produtor em Minas Gerais.[2]
Em 2025, Anvisa também determinou o recolhimento de azeite, molhos e polpa de fruta após laudos laboratoriais detectarem dióxido de enxofre acima do limite e produtos fora do padrão.[5] Já em 2026, mais de 30 produtos de categorias diversas foram alvo de proibição por contaminações, falta de registro e problemas de rotulagem.[6]
| Produto | Marca | Lote | Motivo da suspensão |
|---|---|---|---|
| Queijo Minas Artesanal | Militão da Canastra | 42 | Coliformes acima do limite legal (análise MAPA)[1] |
| Molho Pesto Vermelho c/ Mascarpone | Cecco | 07225288 | Falha na declaração de alergênico “nozes” no rótulo[1][3] |
O padrão é claro: resultados insatisfatórios em laudos oficiais, seja de laboratórios públicos ou de MAPA, têm levado à recolhimento voluntário ou compulsório, suspensão de uso e, em casos reincidentes, proibição definitiva de comercialização.[1][2][5]
O que observar daqui pra frente
Produtores de queijo artesanal e indústrias que abastecem o varejo precisam acompanhar de perto as normas da Anvisa e do MAPA, investir em controle microbiológico, rotulagem correta e registros atualizados. A tendência é de fiscalização mais rigorosa, com impactos diretos em acesso a mercado, custos de conformidade e reputação. Para quem atua no agro, cumprir padrão sanitário deixa de ser diferencial e passa a ser condição básica de permanência no negócio.
Fontes
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