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Argentina conclui colheita de soja e avança no milho

Colheita de soja na Argentina chega a 98% da área e milho alcança mais da metade, consolidando oferta sul-americana e mexendo com a competitividade no mercado global.

27 de junho de 2026 3 min de leitura
Argentina conclui colheita de soja e avança no milho

A Argentina praticamente encerrou a colheita de soja, com cerca de 98% da área apta já colhida, enquanto o milho supera a marca de 50% da área colhida.[5][6] Os bons rendimentos consolidam uma safra maior que a do ano passado e reforçam a oferta sul-americana de grãos, ponto chave para preços, prêmios e decisões de venda de produtores brasileiros.

O que aconteceu

Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, a colheita de soja avançou para 98% da área, com ganhos semanais pequenos, indicando fase final dos trabalhos.[5] A produtividade veio maior que o esperado em regiões centrais, sustentando projeção próxima de 50 milhões de toneladas de soja na temporada.[1][6]

No milho, o ritmo é mais lento, mas a colheita já passa de 50% da área, com desempenho considerado positivo pela bolsa.[5][6] A estimativa se mantém em torno de 49 milhões de toneladas de milho, apoiada em rendimentos acima das expectativas iniciais.[1]

Por que importa para o agro

A conclusão da safra argentina de soja e o avanço do milho reforçam a oferta de grãos no Cone Sul e ajudam a calibrar os preços nos portos brasileiros. Com mais produto argentino no mercado, prêmios de exportação e margens de esmagamento podem ficar pressionados, afetando a estratégia de comercialização da safra de soja e da safrinha de milho no Brasil.

Para o produtor brasileiro, o movimento da Argentina entra direto na conta de venda: maior volume disponível tende a limitar altas de Chicago e reduzir espaço para repiques de preço no curto prazo. Ao mesmo tempo, consolida cenário de competição mais forte em mercados como China, União Europeia e países do Norte da África.

Dados e contexto

A safra 2024/25 marca recuperação importante após quebra recente por seca.

IndicadorArgentina 2024/25 (estimativa)

| Colheita de soja (área) | 98% colhida[5] | | Produção de soja | ≈50,0 mi t[1][6] | | Colheita de milho (área) | >50% colhida[5][6] | | Produção de milho | 49,0 mi t[1] |

A Bolsa de Buenos Aires destaca rendimentos melhores que o previsto em áreas de Córdoba e região central.[1] Em relatório recente, a bolsa reforçou que o tempo favoreceu a colheita e que as estimativas de produção se mantiveram ou foram ajustadas para cima.[1][6]

O cenário dialoga com projeções do USDA, que apontam a Argentina se consolidando novamente como grande player em soja, com produção acima de 48–49 milhões de toneladas em campanhas seguintes e estoques em recuperação.[2] Isso recoloca o país como concorrente direto do Brasil em óleo e farelo de soja, especialmente no mercado asiático.

O que observar daqui pra frente

Com a soja praticamente colhida e o milho avançando, o foco passa para o ritmo de escoamento argentino, política de exportação e comportamento dos fundos em Chicago. Produtores brasileiros devem acompanhar prêmios nos portos, câmbio e eventuais revisões de safra pela Bolsa de Buenos Aires, USDA, Conab e outras instituições, ajustando a estratégia de venda para aproveitar janelas de preço antes da entrada cheia do milho argentino no mercado.

Fontes

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