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Biloxi e Emerald ampliam opções para cultivo de mirtilo no Cerrado

Cultivares de baixa exigência de frio permitem produzir mirtilo em regiões quentes, com cultivo em vasos e manejo ajustado.

25 de outubro de 2026 4 min de leitura
Biloxi e Emerald ampliam opções para cultivo de mirtilo no Cerrado

Duas cultivares de mirtilo, Biloxi e Emerald, são indicadas para produtores interessados em implantar a cultura no Cerrado. As variedades têm baixa exigência de frio e podem ser conduzidas em vasos ou sacos com substrato, alternativa que amplia a produção em regiões quentes.

O que aconteceu

A recomendação foi apresentada em uma publicação elaborada pelo agrônomo Luís Eduardo Antunes. O material compara as características das duas cultivares e ajuda o produtor a escolher a opção mais adequada ao clima, à estrutura disponível e ao objetivo comercial da propriedade.

A Biloxi foi desenvolvida nos Estados Unidos e se destacou pela adaptação a regiões com pouco frio no inverno. A cultivar já é utilizada em áreas do Cerrado e no interior de São Paulo, onde o cultivo protegido ou em recipientes permite controlar melhor a água, a nutrição e o ambiente das raízes.

A Emerald também integra o grupo de materiais indicados para sistemas em regiões quentes. Desenvolvida pelo programa de melhoramento da Universidade da Flórida, apresenta frutos de bom calibre e pode ser usada em pomares conduzidos em vasos, desde que o manejo seja ajustado à demanda da planta.

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Por que importa para o agro

O mirtilo tradicionalmente esteve associado a regiões com inverno mais frio, como o Sul do Brasil. A disponibilidade de cultivares com menor necessidade de repouso amplia a possibilidade de produção no Centro-Oeste e em áreas de altitude do Sudeste.

Para o produtor, o cultivo em vasos reduz a dependência das características naturais do solo. O sistema permite usar substratos com boa drenagem, corrigir a acidez e distribuir a irrigação e a fertirrigação com maior precisão. Em contrapartida, exige investimento em recipientes, estrutura, água de qualidade e acompanhamento frequente.

A produção também atende à busca por frutas de maior valor agregado. O mercado exige regularidade de oferta, padrão visual, firmeza e sabor. Por isso, a escolha da cultivar deve considerar não apenas a adaptação climática, mas também produtividade, calibre, janela de colheita, custo de implantação e canal de venda.

Dados e contexto

  • A Embrapa informa que o mirtilo foi introduzido oficialmente no Brasil pela Embrapa Clima Temperado, no início da década de 1980, em Pelotas (RS).
  • A cultivar Biloxi tem baixa necessidade de frio, característica que favorece o cultivo em regiões quentes.
  • Biloxi e Emerald são utilizadas em sistemas de produção em vasos no interior de São Paulo e no Cerrado.
  • O mirtileiro possui sistema radicular pouco vigoroso, o que facilita o uso de vasos ou sacos plásticos com substratos à base de casca de arroz.
  • A Embrapa pesquisa novos genótipos adaptados ao clima brasileiro e a sistemas de cultivo em recipientes.
A tecnologia não elimina os riscos climáticos. Temperaturas elevadas, baixa umidade, ventos fortes e falhas na irrigação podem reduzir o pegamento, o calibre e a qualidade dos frutos. O manejo precisa incluir cobertura do substrato, proteção contra excesso de radiação e monitoramento da condutividade elétrica.

O que observar daqui para frente

Antes de investir, o produtor deve validar a cultivar em pequena escala e calcular o custo por planta, incluindo mudas, vasos, substrato, irrigação, fertirrigação, mão de obra e pós-colheita. Também precisa confirmar a demanda regional e a capacidade de comercializar a fruta rapidamente. A expansão da cultura dependerá de materiais mais adaptados, assistência técnica e oferta contínua de frutos com padrão comercial.

Fontes

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