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Bioinsumos ganham força em MG e podem adicionar R$ 15,8 bi ao PIB

Mercado de bioinsumos cresce em Minas, movimenta milhões e pode adicionar R$ 15,8 bilhões ao PIB brasileiro até 2035, segundo estudo da FGV.

21 de setembro de 2026 4 min de leitura
Bioinsumos ganham força em MG e podem adicionar R$ 15,8 bi ao PIB

O mercado de bioinsumos vem se consolidando em Minas Gerais, com negócios de milhões de reais e forte expansão em diferentes culturas. Estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) aponta que a adoção dessas tecnologias pode adicionar R$ 15,8 bilhões ao PIB brasileiro entre 2030 e 2035, além de gerar empregos e ganhos de produtividade no campo.[1][6][7]

O que aconteceu

O setor de bioinsumos no Brasil rompeu a barreira de R$ 6,2 bilhões em 2025, com alta de 15% em relação a 2024, impulsionado por produtores que buscam reduzir custo, aumentar eficiência e atender exigências ambientais.[1]

Em Minas Gerais, empresas locais e cooperativas têm ampliado a produção de biofertilizantes, biodefensivos e bioestimulantes, abastecendo tanto grandes grupos quanto médios produtores, o que transforma o estado em um dos polos nacionais dessa tecnologia.[1][2]

O estudo "Potencial Econômico das Práticas Sustentáveis na Agricultura e Pecuária", do Observatório de Bioeconomia da FGV Agro, com apoio do Instituto Equilíbrio e da Agni, calcula que a expansão dos bioinsumos pode representar impacto anual de até 0,13% do PIB brasileiro, com forte presença em lavouras de arroz, milho, cana-de-açúcar e soja.[1][6][15]

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Por que importa para o agro

Para o produtor, bioinsumos significam redução de dependência de insumos importados, maior previsibilidade de custo e alternativas para enfrentar seca e variabilidade climática, sobretudo em regiões como o Cerrado mineiro.[2][9]

No mercado, o avanço dessa tecnologia abre espaço para biofábricas regionais, serviços especializados de aplicação e consultoria, além de criar um diferencial competitivo para cadeias que precisam comprovar práticas sustentáveis em certificações e acesso a mercados externos.[6][7][14]

Dados e contexto

  • Mercado de bioinsumos em 2025: R$ 6,2 bilhões, alta de 15% sobre 2024.[1]
  • Impacto potencial no PIB: R$ 15,8 bilhões entre 2030 e 2035.[1][6][7]
  • Retorno estimado: R$ 79 para cada R$ 1 investido em arroz, milho, cana e soja.[1][6][7]
  • Área prevista com bioinsumos até 2030: 13 milhões de hectares.[6][15]
  • Geração de empregos: cerca de 160,5 mil postos em produção, P&D, logística e assistência técnica.[6][7]
  • Redução de desmatamento: estimativa de 9,2 milhões de hectares preservados, principalmente em Cerrado e Amazônia.[6][7]
IndicadorEstimativa

| Mercado de bioinsumos (2025) | R$ 6,2 bilhões | | PIB adicional 2030–2035 | R$ 15,8 bilhões | | Retorno por R$ 1 investido | R$ 79 | | Área potencial até 2030 | 13 milhões de hectares | | Empregos gerados | 160,5 mil | | Desmatamento evitado | 9,2 milhões de hectares |

Além do estudo da FGV, a Embrapa aponta benefícios econômicos acumulados de R$ 4,2 bilhões com bioinsumos desde 2019 até a safra 2022/23, reforçando o ganho em produtividade, especialmente em soja e milho.[2]

O que observar daqui pra frente

Produtores devem acompanhar políticas públicas de fomento a bioinsumos, linhas de crédito específicas e exigências de rastreabilidade, que podem acelerar a adoção e abrir novos mercados. A expansão de biofábricas em estados como Minas tende a reduzir custo logístico e ampliar oferta local, mas exige atenção a qualidade dos produtos, assistência técnica e integração com manejo tradicional para capturar o potencial de retorno econômico projetado pelos estudos.[1][2][6][15]

Fontes

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