Boi gordo tem alta no Norte e queda no Centro-Sul nas cotações do dia
O mercado do boi gordo voltou a mostrar disputa regional, com negócios acima da referência no Norte e abaixo no Centro-Sul.

O mercado do boi gordo voltou a mostrar diferença clara entre regiões. No Norte, houve negócios acima da referência; já no Centro-Sul, as ofertas ficaram abaixo em parte das praças acompanhadas. Isso afeta a formação de preço e muda a estratégia de venda do pecuarista.
O que aconteceu
As cotações seguem misturadas entre os estados. Em algumas regiões do Norte, os compradores aceitaram pagar mais para fechar negócio. No Centro-Sul, a pressão foi maior, com frigoríficos tentando alongar as compras e impor valores menores.
A movimentação ocorreu em um momento de mercado físico ainda sensível à escala de abate e ao ritmo da oferta de animais terminados. Quando há diferença regional de preço, o frete, a disponibilidade de boi pronto e a disputa entre indústrias pesam mais na negociação.
Em São Paulo, a referência chegou a R$ 150 por arroba, livre do Funrural, com alta diária de R$ 1,50. Na comparação com o início do mês, a valorização acumulada foi de 2%.[2]
Por que importa para o agro
Para o produtor, o recado é direto: o preço não está homogêneo no país. Quem tem boi pronto em regiões com menor oferta ou com indústria mais agressiva pode capturar melhor valor. Já quem vende em praças com mais pressão precisa negociar com mais cautela.
Para a cadeia, essa diferença regional mostra um mercado ainda fragmentado. Isso influencia margem do frigorífico, custo da reposição e decisão de retenção de animais. Também afeta a liquidez das praças e a leitura de tendência para os próximos dias.
Dados e contexto
| Praça | Cotação informada |
|---|---|
| São Paulo | **R$ 150/@** a prazo, livre de Funrural |
| Araçatuba (SP) | **R$ 149/@** à vista |
| Triângulo Mineiro (MG) | **R$ 144/@** à vista |
| Goiânia (GO) | **R$ 137/@** à vista |
| Dourados (MS) | **R$ 142,50/@** à vista |
| Mato Grosso | **R$ 127 a R$ 132/@** à vista |
A Scot Consultoria informou alta em 22 das 32 praças pesquisadas, o equivalente a cerca de 70% do total. Isso reforça que o movimento de valorização não foi isolado, embora tenha intensidade diferente entre regiões.[2]
O que observar daqui pra frente
O mercado deve continuar sensível ao volume de oferta de boi terminado e ao apetite dos frigoríficos. Se a escala apertar em algumas regiões, os preços podem reagir mais rápido. Se a entrada de animais aumentar, a pressão pode voltar com força, principalmente onde a indústria já opera mais abastecida.
Fontes
Continue lendo
Soja no Brasil tem cotações firmes após relatório do USDA
Cotações da soja ficaram estáveis a mais altas no Brasil, mesmo com baixa em Chicago, após o USDA divulgar números sem surpresa.

Índice do boi gordo supera o Ibovespa e lidera ganhos na B3
Levantamento da B3 mostra o IFBOI na liderança do semestre, refletindo a força da pecuária no mercado financeiro.
Estoques de petróleo dos EUA sobem acima do esperado e pressionam o mercado
Alta de 17,423 milhões de barris nos estoques americanos surpreendeu o mercado e pode influenciar preços e custos do agro.