Bolsas asiáticas fecham mistas após encontro Trump-Xi em Pequim
Mercados oscilam entre esperança de acordo comercial e tensões geopolíticas; petróleo recua com inflação americana acelerada.
Os mercados asiáticos encerraram a sessão de quarta-feira (13) sem direção única, oscilando entre otimismo com possíveis acordos comerciais entre EUA e China e preocupações com inflação americana acelerada. O encontro entre Donald Trump e Xi Jinping em Pequim movimentou investidores, mas dados de inflação ao produtor nos EUA limitaram ganhos.
O que aconteceu
O índice Xangai Composto subiu 0,29%, enquanto Shenzhen avançou 0,76%. Hong Kong recuou 0,77%, refletindo cautela sobre as negociações. Em Seul, o Kospi ganhou 1,02%, recuperando-se gradualmente após instabilidade política na Coreia do Sul.
Tóquio praticamente estagnou com variação de +0,01%, pressionada por especulações de aumento de juros do Banco do Japão. Taiwan cedeu 0,96%, afetada por tensões com a China. Na Oceania, o índice australiano S&P/ASX 200 perdeu 0,47%.
O cenário foi marcado por alertas chineses sobre venda de armas americanas para Taiwan e críticas à legislação que dificultaria produção de semicondutores de IA por fabricantes chineses.
Por que importa para o agro
A volatilidade nos mercados asiáticos afeta diretamente o agronegócio brasileiro. China é maior compradora de commodities do país—soja, milho, carne. Acordos comerciais entre Trump e Xi impactam demanda e preços internacionais.
Inflação americana acelerada pressiona custos de insumos importados e afeta poder de compra global. O petróleo WTI recuou 1,14% para US$ 101,02/barril e Brent caiu 1,99% para US$ 105,63/barril, sinalizando alívio nos custos de combustível e frete—benefício temporário para exportadores.
Dados e contexto
| Índice | Variação | Fechamento |
|---|---|---|
| Xangai Composto | +0,29% | 3.432,49 |
| Shenzhen Composto | +0,76% | 2.090,92 |
| Hang Seng | -0,77% | 20.155,05 |
| Kospi (Seul) | +1,02% | 2.442,51 |
| Nikkei (Tóquio) | +0,01% | 39.372,23 |
| Taiex (Taiwan) | -0,96% | 22.903,63 |
Nos EUA, o índice de preços ao produtor para demanda final subiu 1,4% em abril—maior ganho desde março de 2022. Na terça, inflação ao consumidor americana registrou aumento mais acentuado em três anos. Todas as "7 Magníficas" fecharam em alta, exceto Microsoft.
O que observar daqui pra frente
O resultado do encontro Trump-Xi será crucial. Acordo comercial reduz incerteza e beneficia demanda chinesa por commodities. Escalada de tensões geopolíticas no Oriente Médio continua pressionando petróleo. Monitorar decisões do Banco do Japão sobre juros e impacto na moeda japonesa—iene mais forte encarece exportações asiáticas e afeta competitividade.
Fontes
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