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Brasil abre novos mercados agropecuários na Malásia, Quênia e Turquia

Governo amplia acesso a três países estratégicos, abrindo espaço para mais proteína animal, produtos apícolas e itens de valor agregado do agro brasileiro.

02 de julho de 2026 5 min de leitura
Brasil abre novos mercados agropecuários na Malásia, Quênia e Turquia

O Brasil conquistou novas aberturas de mercado para produtos agropecuários na Malásia, no Quênia e na Turquia, reforçando a estratégia de diversificar destinos e ampliar o espaço da proteína animal e de produtos de valor agregado no comércio internacional. A expansão ocorre em meio à disputa global por alimentos e consolida o país como fornecedor relevante de carnes, pescados e produtos apícolas.

O que aconteceu

Na Malásia, o governo brasileiro retomou as exportações de carne de frango e conquistou seis novos mercados, incluindo pescados extrativos e de cultivo, gergelim, melão, maçã e ovo em pó.[1][2][3] A autoridade sanitária malaia também antecipou auditoria em 16 plantas de carne suína brasileiras, etapa-chave para futura habilitação.[2][3]

No Quênia, houve avanço nas negociações sanitárias para ampliar o acesso de produtos agropecuários brasileiros, com foco em proteína animal e itens processados. Embora os detalhes ainda sejam restritos, o movimento segue a linha de abertura de mercados em países africanos com crescimento populacional e demanda crescente por alimentos.

Já na Turquia, foram autorizadas novas importações de mel e produtos apícolas brasileiros, além de ampliação de acesso a produtos de origem animal.[4][5] A Turquia também discute com o Brasil o uso de sua rota logística como alternativa para escoar exportações em meio a tensões em corredores tradicionais do Oriente Médio.[9]

Por que importa para o agro

Para o produtor e a indústria, a retomada de frango para a Malásia e a abertura de novos mercados elevam a diversificação de destinos, reduzindo dependência de poucos compradores e dando mais fôlego em momentos de volatilidade de preços. A inclusão de pescados, gergelim, frutas e ovo em pó abre espaço para nichos com maior valor agregado e mercados que valorizam produtos processados.[1][2]

No caso da Turquia e do Quênia, a relevância está tanto na escala potencial de consumo quanto na função estratégica dessas regiões em logística e segurança alimentar. A entrada de mel e produtos apícolas na Turquia incentiva a cadeia de apicultura e pode melhorar renda de pequenos e médios produtores. O avanço na África, por sua vez, conecta o agro brasileiro a mercados em expansão, com crescimento urbano e necessidade de importação de proteína.

Dados e contexto

Em 2024, as exportações brasileiras para a Malásia somaram cerca de US$ 1,26 bilhão, com destaque para açúcar, milho e algodão.[6] A inclusão de frango, pescados e demais itens amplia o portfólio e tende a elevar esse valor.

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), a retomada de frango e as seis novas aberturas na Malásia fazem parte de um pacote que já soma 466 mercados agropecuários liberados desde o início do atual governo.[1][6] Em outra frente, acordos recentes com Nova Zelândia e Turquia elevaram o total de novas aberturas para 544 mercados desde 2023.[4]

Na Turquia, além de mel e produtos apícolas, o país abriu mercado para gelatina e colágeno não comestíveis, ovoprodutos e vísceras para alimentação animal.[5] Isso interessa diretamente à indústria de ingredientes e ao segmento de proteína animal, que busca melhor aproveitamento de subprodutos.

A estratégia do governo tem se concentrado em derrubar barreiras sanitárias e fitossanitárias, com missões oficiais e negociações técnicas que envolvem MAPA, Itamaraty e órgãos de defesa agropecuária.[1][2][3] O objetivo é combinar grandes mercados tradicionais com destinos médios, que oferecem maior margem e risco distribuído.

PaísPrincipais produtos liberados

| Malásia | Frango, pescados, gergelim, melão, maçã, ovo em pó[1][2][3] | | Quênia | Proteína animal e produtos processados (em negociação) | | Turquia | Mel e produtos apícolas, gelatina, colágeno, ovoprodutos, vísceras[4][5] |

O que observar daqui pra frente

Produtores e indústrias devem acompanhar de perto a habilitação de plantas, auditorias sanitárias e a consolidação de contratos nesses novos destinos. A efetiva entrada de frango na Malásia, o avanço de proteína animal no Quênia e o desempenho do mel e de subprodutos na Turquia vão depender de competitividade de preços, câmbio, logística e da capacidade do Brasil de manter padrões sanitários rigorosos, condição decisiva para transformar abertura de mercado em fluxo contínuo de exportações.

Fontes

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