Sustentabilidade

Brasil apresenta resultados da ICARRD+20 em debate global sobre segurança alimentar

Brasil levou a Roma propostas de reforma agrária, agricultura familiar e desenvolvimento rural inclusivo durante reunião do Comitê de Segurança Alimentar da FAO.

29 de outubro de 2026 4 min de leitura
Brasil apresenta resultados da ICARRD+20 em debate global sobre segurança alimentar

O Brasil apresentou em Roma os resultados da Conferência Internacional sobre Reforma Agrária e Desenvolvimento Rural, a ICARRD+20, ao Comitê de Segurança Alimentar Mundial da FAO. O país defendeu políticas de acesso à terra, fortalecimento da agricultura familiar e desenvolvimento rural inclusivo como parte da resposta global à fome e às desigualdades no campo.

O que aconteceu

A primeira ICARRD foi realizada em Porto Alegre, em 2006, com apoio da FAO. O encontro ajudou a colocar o acesso justo à terra, a redução da pobreza rural e o desenvolvimento sustentável no centro do debate internacional sobre segurança alimentar.[1]

Vinte anos depois, o Brasil levou os resultados da conferência ao debate realizado em Roma. A posição brasileira associa reforma agrária, proteção de territórios tradicionais e apoio à agricultura familiar à capacidade dos países de produzir alimentos e reduzir vulnerabilidades sociais.

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, também defendeu que a FAO trate a reforma agrária como uma prioridade global. Entre os temas relacionados estão a sucessão rural, a participação das mulheres, a permanência dos jovens no campo e o enfrentamento dos efeitos da crise climática.[2]

Imagem

Por que importa para o agro

A discussão ultrapassa a distribuição de terras. Ela envolve crédito, assistência técnica, organização produtiva, acesso a mercados e condições para que agricultores familiares permaneçam na atividade. Esses fatores influenciam a oferta de alimentos, a renda no campo e a ocupação produtiva do território.

Para o produtor, o avanço dessa agenda pode ampliar programas públicos voltados à produção sustentável, à recuperação de áreas degradadas e à inclusão de grupos com menor acesso a financiamento. Também pode aumentar a pressão por políticas que combinem produtividade, conservação ambiental e regularização fundiária.

A agricultura familiar aparece como eixo estratégico porque contribui para o abastecimento de alimentos e para a diversificação das economias locais. O desafio será transformar compromissos internacionais em orçamento, assistência técnica e regras estáveis no país.

Dados e contexto

  • A primeira ICARRD ocorreu em Porto Alegre, em 2006, e foi organizada com participação da FAO.[1]
  • A conferência discutiu acesso à terra, segurança alimentar e desenvolvimento rural inclusivo.[1]
  • A agenda brasileira inclui reforma agrária, defesa de territórios tradicionais e fortalecimento da agricultura familiar.[2]
  • Entre as prioridades estão mulheres rurais, jovens, sustentabilidade e acesso a mercados.
  • O Comitê de Segurança Alimentar Mundial reúne governos e especialistas para discutir políticas internacionais de combate à fome e fortalecimento dos sistemas agroalimentares.
A experiência brasileira é apresentada como exemplo de integração entre proteção social, crédito rural, produção de alimentos e políticas para a agricultura familiar. Programas como o Pronaf e o Plano Safra são instrumentos relevantes nesse debate, embora seus resultados dependam de execução, assistência técnica e capacidade de acesso pelos produtores.

O que observar daqui para frente

O principal ponto será acompanhar se as propostas defendidas em Roma resultarão em novas parcerias, recursos e recomendações da FAO. Também será necessário observar os efeitos sobre regularização fundiária, crédito, assistência técnica e mercados para a agricultura familiar. Para o agro, a oportunidade está em combinar produção e sustentabilidade; o risco é a distância entre compromissos diplomáticos e ações práticas no campo.

Fontes

Compartilhar:

Continue lendo