Brasil bate recorde nas exportações de carne bovina e de frango em maio
Exportações de carne bovina e de frango atingem recorde em maio, ampliam receita em dólar e reforçam papel do Brasil como maior fornecedor global de proteínas.

O Brasil encerrou maio com recorde histórico nas exportações de carne bovina e de frango, tanto em volume quanto em receita, consolidando o país como um dos principais fornecedores de proteína animal do mundo.[1][3] O avanço ocorreu mesmo diante de desafios logísticos e de concorrência internacional, garantindo mais entrada de dólares e impacto direto na renda de pecuaristas e integrados de aves.[1]
O que aconteceu
Segundo dados setoriais, as exportações de carne bovina em maio alcançaram cerca de 1,3 milhão de toneladas, alta de aproximadamente 15% em comparação ao mesmo período do ano anterior.[3] O desempenho foi impulsionado pela forte demanda da Ásia, especialmente da China, além de compras consistentes de países do Oriente Médio.
Na carne de frango, o Brasil também registrou novo patamar recorde, com crescimento no volume embarcado e na receita em dólar.[1] A diversificação de mercados ajudou a reduzir riscos, com vendas relevantes para países árabes, União Europeia e América Latina.
O bom momento das proteínas se soma ao resultado positivo da carne suína, que fechou maio com 130 mil toneladas exportadas e receita de US$ 302 milhões, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).[4] Isso reforça a posição do país como grande plataforma exportadora de carnes.
Por que importa para o agro
Para o produtor, o recorde de exportações significa maior escoamento da produção e sustentação dos preços internos da arroba e do frango vivo, mesmo em cenário de custos ainda apertados. A indústria ganha em escala e uso de capacidade instalada, o que tende a manter a demanda por animais terminados e contratos de integração.
Em nível de cadeia, o aumento da receita em dólar ajuda a equilibrar margens, compensa parte das oscilações cambiais e fortalece investimentos em genética, nutrição e tecnologia de manejo. Também reforça a relevância do Brasil nas negociações sanitárias internacionais, ampliando o poder de barganha em futuras aberturas de mercado.
Dados e contexto
- Exportações de carne bovina em maio: cerca de 1,3 milhão t, alta de 15,3% frente ao mesmo mês do ano anterior.[3]
- Exportações de carne suína em maio: 130 mil t e US$ 302 milhões em receita, segundo a ABPA.[4]
- Brasil segue entre os maiores exportadores globais de carne bovina e de frango, posição frequentemente confirmada por levantamentos de USDA e Embrapa.
- A China permanece como principal destino da carne bovina brasileira, enquanto frango e suínos têm carteira de clientes mais pulverizada.[1][3]
- A combinação de câmbio favorável e boa safra de grãos mantém competitividade do custo de produção em relação a concorrentes como Estados Unidos e países do Mercosul.
| Indicador (maio) | Resultado aproximado |
|---|
| Carne bovina exportada | 1,3 milhão t (+15,3% vs. ano anterior)[3] | | Carne suína exportada | 130 mil t (US$ 302 milhões em receita)[4] |
Esse cenário se apoia em ganhos de produtividade na pecuária de corte e na avicultura de corte, com uso crescente de genética superior, manejo nutricional mais eficiente e integração entre indústria e produtores. Levantamentos de Embrapa e Conab indicam que a oferta de grãos tem contribuído para segurar custos de ração, item que pesa mais de 60% na atividade intensiva.
O que observar daqui pra frente
Nos próximos meses, o agro deve acompanhar de perto a demanda chinesa, eventuais ajustes sanitários, mudanças tarifárias e o comportamento do câmbio, fatores que podem alterar margens de exportação. Para o produtor, a estratégia passa por eficiência de custo, atenção aos contratos com frigoríficos e integradoras e monitoramento de oportunidades em nichos de maior valor agregado, como carne certificada e produtos processados.
Fontes
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