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Brasil concentra 78% das agtechs da América Latina, mostra Embrapa

Levantamento inédito da Embrapa mostra que o Brasil responde por 78% das agtechs da América Latina, consolidando o país como principal polo de inovação no agro.

23 de junho de 2026 4 min de leitura
Brasil concentra 78% das agtechs da América Latina, mostra Embrapa

Levantamento inédito da Embrapa aponta que o Brasil reúne 78% das agtechs da América Latina, com pouco mais de 2 mil startups voltadas ao campo. O dado reforça o país como principal polo de inovação agrícola da região e indica maior oferta de soluções digitais para produtividade, gestão e sustentabilidade nas fazendas.

O que aconteceu

O estudo, baseado no Radar Agtech Brasil e em bases complementares, mostra que o ecossistema de startups do agro brasileiro segue em expansão, somando cerca de 2.075 agtechs mapeadas.[2][7] Elas atuam em toda a cadeia, do pré-porteira ao pós-porteira, com foco em gestão de fazendas, monitoramento remoto, biológicos, marketplace e serviços financeiros.

Segundo o levantamento, o Brasil domina o cenário latino-americano de inovação no agro, concentrando 78% das agtechs da região, muito à frente de países como Argentina, Chile e México.[2][7][9] O país também responde pela maior parte dos investimentos em tecnologia agrícola no continente, superando três quartos do capital destinado a agtechs.[9]

Outro ponto é o avanço rápido de soluções digitais. Dados do Radar Agtech indicam que cerca de 80% das empresas já utilizam inteligência artificial em algum nível, especialmente em análise de dados, previsão de safra, manejo de risco e automação de decisões no campo.[5]

Por que importa para o agro

Para o produtor, esse movimento significa mais oferta de ferramentas para reduzir custo, aumentar produtividade e mitigar riscos climáticos e de mercado. Soluções de monitoramento por satélite, sensores, IA e plataformas de gestão tendem a ficar mais acessíveis e especializadas para diferentes cadeias e portes de propriedade.

Para a cadeia como um todo, a posição do Brasil como hub regional atrai capital, talentos e empresas globais, fortalecendo parcerias entre startups, indústrias, tradings, cooperativas e research centers como Embrapa. Isso acelera a difusão tecnológica e encurta o tempo entre pesquisa, protótipo e adoção em larga escala no campo.

Dados e contexto

IndicadorNúmero aproximado
Participação do Brasil nas agtechs da América Latina**78%**[2][7][9]

| Agtechs mapeadas no Brasil | cerca de 2.075[2][5] | | Crescimento recente do ecossistema | +5% em relação ao levantamento anterior[5] | | Agtechs que usam IA | 80% das empresas[5] | | Participação do Brasil nos investimentos em agtech na região | quase 80%[9] |

Levantamentos anteriores já apontavam o Brasil como maior mercado de agtechs da América Latina, com algo entre 76,5% e mais de 80% das startups da região, dependendo do recorte metodológico.[1][4][9] O novo dado de 78% consolida essa liderança e mostra estabilidade na dominância brasileira.

O ecossistema é impulsionado por fatores como a dimensão do agronegócio nacional, demanda por eficiência, pressão por sustentabilidade e histórico de cooperação entre pesquisa pública, como Embrapa, universidades, hubs de inovação e iniciativa privada. Programas de aceleração, fundos de venture capital e corporate ventures de grandes grupos do agro também sustentam essa evolução.

O que observar daqui pra frente

Produtores e empresas do agro devem acompanhar quais soluções de agtech de fato geram retorno comprovado em produtividade, custo e sustentabilidade, evitando a simples adoção por modismo. Vale observar a consolidação de startups, movimentos de fusões e aquisições, entrada de capital estrangeiro e o avanço de tecnologias como IA generativa, agricultura de precisão em tempo real e bioinsumos digitais, que podem redefinir a competitividade das fazendas brasileiras nos próximos anos.

Fontes

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