Sustentabilidade

Brasil proíbe produção e venda de foie gras

Nova lei veta a alimentação forçada de animais e atinge o foie gras, com impacto em bem-estar animal, comércio e mercado gastronômico.

26 de julho de 2026 3 min de leitura
Brasil proíbe produção e venda de foie gras

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que proíbe, em todo o país, a produção e a comercialização de produtos obtidos por alimentação forçada de animais. A medida atinge diretamente o foie gras, prato feito com fígado gordo de pato ou ganso, e entra em vigor em 180 dias.[1][6]

A decisão muda o marco legal para a cadeia que trabalhava com esse tipo de produto e reforça a leitura de que a prática passa a ser tratada como maus-tratos. Na prática, o Brasil entra em um grupo restrito de países que vedam esse modelo de produção.[1][2]

O que aconteceu

A nova lei foi sancionada e publicada no Diário Oficial da União. O texto proíbe tanto a produção quanto a venda de alimentos obtidos por meio de alimentação forçada, incluindo foie gras in natura e enlatado.[1][6]

A norma considera a técnica uma forma de maus-tratos. Segundo as regras citadas nas reportagens, quem descumprir pode responder com pena de três meses a um ano de prisão, além de multa e sanções administrativas.[1][6]

A medida também alcança produtos feitos por métodos mecânicos ou manuais que obrigam o animal a ingerir alimento além do limite natural de saciedade.[2][6]

Imagem

Por que importa para o agro

O efeito direto é regulatório. A lei cria uma trava para qualquer produção brasileira que use gavage, reduzindo espaço para um nicho de alto valor agregado, mas com forte pressão de entidades de bem-estar animal.[2][4]

Para o mercado, a decisão tende a reforçar exigências de origem, rastreabilidade e conformidade em canais premium e na gastronomia. Também pode gerar ruído comercial com fornecedores e chefs ligados à tradição francesa, num momento em que o tema já reaparecia no debate Brasil-União Europeia.[2][4]

Dados e contexto

  • A lei entra em vigor em 180 dias.[2][6]
  • As penas previstas vão de 3 meses a 1 ano de detenção, além de multa.[1][6]
  • O Brasil passa a ser o segundo país a proibir produção e comercialização de produtos obtidos por alimentação forçada, segundo a cobertura citada.[1]
  • A técnica de gavage é descrita como a introdução de alimento por tubo na garganta ou no esôfago do animal, para acelerar o crescimento do fígado.[2][6]
PontoEfeito prático
ProduçãoFica proibida
ComercializaçãoFica proibida
Produto principalFoie gras
PenalidadePrisão, multa e sanções administrativas

O que observar daqui pra frente

O foco agora é a regulamentação e a fiscalização. O setor deve acompanhar como autoridades vão enquadrar estoques, importações, rotulagem e venda em restaurantes e empórios durante o período de transição. Também vale observar se haverá contestação jurídica ou pressão comercial de países produtores, especialmente a França.[2][4]

Fontes

Compartilhar:

Continue lendo