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Brasil vira referência no controle da influenza aviária

Enquanto o mundo enfrenta abates em massa, o Brasil mantém a influenza aviária sob controle e preserva a competitividade das exportações de carne de frango.

29 de maio de 2026 4 min de leitura
Brasil vira referência no controle da influenza aviária

O Brasil se consolidou como referência mundial no controle da influenza aviária de alta patogenicidade, enquanto diversos países enfrentam surtos graves e abates em massa. A combinação de vigilância ativa, biosseguridade rígida e atuação integrada entre governo e setor privado tem protegido o plantel comercial e sustentado a imagem sanitária do país, fator decisivo para manter mercados externos de alto valor.

O que aconteceu

Em meio a uma das maiores ondas globais de influenza aviária já registradas, com casos em América do Norte, Europa, Ásia e países da América do Sul, o Brasil conseguiu evitar que o vírus atingisse a avicultura industrial. Enquanto vizinhos registraram focos em plantéis comerciais, o país limitou ocorrências a aves silvestres ou de subsistência, sem impacto relevante na produção.

Autoridades sanitárias reforçaram a vigilância em granjas, zonas de fronteira, rotas migratórias e frigoríficos, com coleta de amostras e monitoramento contínuo do plantel. O serviço veterinário oficial, em parceria com entidades do setor, ampliou campanhas educativas e protocolos de biosseguridade, reduzindo o risco de entrada do vírus nas fazendas comerciais.

O resultado é que, mesmo com o cenário crítico em grandes produtores globais de carne de frango e ovos, o Brasil preservou seu status sanitário reconhecido por compradores internacionais, mantendo embarques regulares e confiança dos importadores.

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Por que importa para o agro

A manutenção do país livre de influenza aviária em plantéis comerciais é decisiva para proteger empregos, renda e competitividade da avicultura, um dos pilares do agronegócio brasileiro. Qualquer foco em granjas industriais poderia resultar em embargos imediatos, perda de mercados-chave e queda de preços ao produtor.

Com outros exportadores sofrendo restrições, o bom desempenho sanitário abre espaço para o Brasil ampliar participação em mercados premium e negociar volumes maiores em países que buscam fornecedores confiáveis. Ao mesmo tempo, pressiona a cadeia a manter e elevar padrões de biosseguridade nas propriedades, já que qualquer falha pontual pode ter efeito sistêmico.

Dados e contexto

A influenza aviária de alta patogenicidade tem provocado abates de dezenas a centenas de milhões de aves em diferentes continentes, afetando fortemente oferta e preços internacionais de carne de frango e ovos.[1]

O Brasil figura entre os maiores exportadores mundiais de carne de frango, com mais de 4,5 milhões de toneladas embarcadas ao ano, e depende diretamente da confiança sanitária para sustentar esse volume. Dados de entidades do setor mostram que uma parcela relevante dessa produção vai para mercados exigentes, que adotam barreiras sanitárias rígidas.

A estratégia brasileira se apoia em pontos-chave:

  • Status sanitário reconhecido internacionalmente e livre de influenza aviária em plantéis comerciais
  • Serviço veterinário oficial estruturado, integrado entre União, estados e setor privado
  • Programas de biosseguridade nas granjas, com controle de acesso, higienização e manejo de dejetos
  • Monitoramento de aves silvestres e domésticas em áreas de risco, sobretudo rotas migratórias
Órgãos como o Ministério da Agricultura e instituições de pesquisa em sanidade animal têm reforçado a importância de notificação imediata de suspeitas, rastreabilidade e treinamento contínuo de equipes nas granjas, frigoríficos e transportadoras.

O que observar daqui pra frente

A tendência é de manutenção de um cenário global desafiador para a influenza aviária, o que exige atenção redobrada do produtor brasileiro a protocolos de biosseguridade, controle de trânsito de pessoas e veículos, origem de insumos e gestão de aves de fundo de quintal na vizinhança. Para o agro, a oportunidade está em consolidar a imagem de fornecedor confiável, mas o risco é que qualquer foco mal manejado gere embargos rápidos; por isso, a disciplina sanitária no dia a dia da fazenda passa a ser ativo estratégico, não apenas rotina operacional.

Fontes

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