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Câmara aprova subsídio de até R$ 10 bilhões para fertilizantes

Projeto cria incentivos fiscais para ampliar a produção nacional e reduzir a dependência externa de fertilizantes no Brasil.

25 de junho de 2026 3 min de leitura
Câmara aprova subsídio de até R$ 10 bilhões para fertilizantes

A Câmara dos Deputados aprovou um projeto que prevê até R$ 10 bilhões em subsídios, ao longo de cinco anos, para estimular novas fábricas de fertilizantes no Brasil e modernizar unidades já existentes. A medida busca reduzir a dependência externa do insumo, que segue como ponto sensível para o custo de produção no campo.[1][2]

O texto volta agora ao Senado. A proposta cria o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert) e combina incentivos fiscais, crédito e regras para ampliar a produção nacional.[1][5]

O que aconteceu

A Câmara aprovou um substitutivo ao PL 699/2023, que autoriza benefícios tributários para empresas que invistam em novas plantas, expansão ou modernização da capacidade industrial de fertilizantes no país.[2][5]

Pelo texto, os incentivos serão limitados a R$ 2 bilhões por ano, com execução entre 2027 e 2031. O governo federal vai definir quais projetos poderão entrar no programa.[2][5]

A proposta também abre espaço para um crédito extraordinário de até R$ 1 bilhão em 2026, voltado a conter impactos de alta de preços em um momento de pressão sobre o mercado internacional de fertilizantes.[2][6]

Por que importa para o agro

O Brasil é fortemente dependente de fertilizantes importados, e isso afeta diretamente o custo de produção de grãos, fibras, cana e café. Segundo o Ministério da Agricultura, o país responde por cerca de 8% do consumo global desses insumos.[9]

Mais produção interna pode reduzir exposição a choques externos, como guerra, sanções e fretes mais caros. Na prática, isso não elimina a volatilidade, mas pode ajudar a dar mais previsibilidade ao abastecimento e ao custo do adubo para o produtor.[1][7][9]

Dados e contexto

IndicadorDado
Subsídio total previstoaté **R$ 10 bilhões**
Prazo do programa**2027 a 2031**
Limite anual**R$ 2 bilhões**
Crédito emergencial em 2026até **R$ 1 bilhão**
Meta do governoreduzir dependência externa de fertilizantes
Consumo do Brasilcerca de **8% do consumo global**

O projeto também prevê uso de créditos fiscais ligados à CSLL e benefícios para compra de máquinas, equipamentos e materiais de construção usados nas fábricas. A intenção é acelerar investimento privado com apoio tributário federal.[2][5]

O que observar daqui pra frente

O ponto central agora é a votação no Senado e, depois, a regulamentação pelo governo. O setor vai acompanhar quais projetos serão priorizados, como os recursos serão distribuídos e se haverá exigências de conteúdo nacional e metas de execução. Se o desenho final travar ou mudar demais, o efeito prático pode demorar para chegar ao campo.[2][5]

Fontes

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