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China amplia compras agrícolas dos EUA após novo acordo com a Casa Branca

Pequim prometeu comprar US$ 17 bilhões por ano em produtos agrícolas dos EUA, somando mais pressão sobre o comércio global de grãos e carnes.

25 de maio de 2026 3 min de leitura
China amplia compras agrícolas dos EUA após novo acordo com a Casa Branca

A China prometeu comprar US$ 17 bilhões por ano em produtos agrícolas dos Estados Unidos, além dos compromissos já existentes com soja. O anúncio da Casa Branca reforça a disputa pelo mercado chinês e pode mexer com preços, fluxo de exportações e concorrência entre origens. Para o agro, a leitura é direta: qualquer avanço do fornecedor americano tende a alterar a competição global por grãos e carnes.

O que aconteceu

Segundo a Casa Branca, o compromisso vale para 2026, 2027 e 2028. O pacote inclui mais compras de carne bovina e retomada das importações de aves de estados americanos considerados livres de gripe aviária pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

O acordo foi divulgado após encontro entre autoridades dos dois países em Pequim. A promessa se soma a entendimentos anteriores, que já previam a retomada das compras chinesas de soja dos EUA.

De acordo com a apuração publicada pelo G1, operadores e analistas estimam que o total das importações agrícolas chinesas dos EUA pode ficar entre US$ 28 bilhões e US$ 30 bilhões por ano quando somados os novos compromissos e a soja.

Por que importa para o agro

A China é o maior comprador mundial de commodities agrícolas e define parte importante da formação de preços internacionais. Quando amplia a demanda pelos EUA, reduz o espaço para concorrentes como Brasil, Argentina e Austrália em algumas cadeias, principalmente soja, milho, sorgo e carnes.

Para o produtor brasileiro, o efeito depende do produto e do momento da safra. Se os EUA ganham participação na China, a pressão sobre prêmios de exportação e contratos futuros pode aumentar. Em sentido contrário, qualquer ruído logístico, sanitário ou político que limite as compras americanas pode abrir espaço para o Brasil avançar.

Dados e contexto

  • US$ 17 bilhões por ano: valor prometido pela China em compras agrícolas dos EUA.
  • 2026 a 2028: período citado pela Casa Branca para a meta anualizada.
  • US$ 28 bilhões a US$ 30 bilhões por ano: estimativa de operadores e analistas para o total das compras agrícolas chinesas nos EUA, incluindo soja.
  • 12 milhões de toneladas: volume de soja que a China havia se comprometido a comprar em acordo anterior, segundo a Casa Branca.
  • 25 milhões de toneladas por ano: meta mencionada para os próximos três anos em compromissos anteriores.
A China já usa cotas e regras sanitárias para regular importações. No caso da carne bovina, o país também mantém um sistema de cotas com tarifa de 55% para volumes acima do limite, o que influencia a entrada de produto estrangeiro.

O que observar daqui pra frente

O mercado vai acompanhar se o acordo será cumprido no ritmo prometido e quais produtos terão mais espaço. Soja, milho, sorgo, carne bovina e aves entram no radar, mas o efeito real depende de volumes efetivamente embarcados, câmbio, logística e eventuais barreiras sanitárias. Para o Brasil, a atenção deve ficar nos preços em Chicago, nos prêmios nos portos e na disputa pela demanda chinesa no segundo semestre.

Fontes

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