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Ciclone e massa de ar frio derrubam temperaturas no Sul

Ciclone extratropical mantém ventos moderados, enquanto massa de ar frio reduz as temperaturas no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

22 de setembro de 2026 3 min de leitura
Ciclone e massa de ar frio derrubam temperaturas no Sul

Um ciclone extratropical e uma massa de ar frio provocam queda das temperaturas no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina nesta terça-feira (22). O sistema mantém ventos moderados e altera as condições de campo, com impacto sobre lavouras, pastagens e operações agrícolas.

O que aconteceu

O ciclone extratropical atua sobre o Atlântico Sul e influencia o tempo no Sul do Brasil. A circulação associada ao sistema mantém ventos moderados, sobretudo em áreas próximas ao litoral e no sul da região.

Na retaguarda do sistema, a massa de ar frio avança pelo continente. O resultado é uma redução das temperaturas, principalmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. O ar mais seco também favorece maior variação térmica entre manhã e tarde.

As condições podem mudar rapidamente ao longo do dia. Áreas sob influência do ciclone devem monitorar rajadas de vento, enquanto regiões mais afastadas do litoral sentem com maior intensidade o resfriamento durante a madrugada e o início da manhã.

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Por que importa para o agro

O frio aumenta o risco de danos em culturas sensíveis, especialmente em áreas de maior altitude e em lavouras no estágio inicial ou próximo da colheita. Hortaliças, frutíferas e pastagens podem apresentar perda de qualidade ou redução do desenvolvimento quando submetidas a baixas temperaturas.

O vento também pode dificultar pulverizações, aplicação de fertilizantes e operações com máquinas. Rajadas elevadas aumentam a deriva de defensivos e podem causar acamamento em cereais, além de interromper atividades em áreas expostas. Na pecuária, a combinação de frio e umidade eleva a demanda energética dos animais.

Dados e contexto

  • Rio Grande do Sul e Santa Catarina: principais áreas afetadas pela queda das temperaturas e pela atuação do ciclone.
  • Ciclone extratropical: sistema responsável pela manutenção de ventos moderados e pela mudança nas condições do tempo.
  • Massa de ar frio: avança após a passagem do sistema e reduz os termômetros, com maior efeito nas madrugadas.
  • INMET: os informativos meteorológicos do instituto são referência para acompanhar previsões, avisos e alertas oficiais.
  • Risco operacional: vento e variação térmica exigem revisão do planejamento de pulverizações, irrigação, colheita e transporte.
O cenário não representa o mesmo risco em todas as propriedades. Topografia, altitude, umidade do solo, estágio da cultura e exposição ao vento podem alterar significativamente os efeitos do frio. Talhões em baixadas tendem a registrar temperaturas menores durante a madrugada.

O que observar daqui pra frente

Produtores devem acompanhar as atualizações do INMET e as previsões locais, com atenção para temperaturas mínimas, rajadas e eventual formação de geada. A recomendação prática é evitar aplicações com vento forte, proteger mudas e hortaliças quando possível e revisar instalações, estufas, cercas e estruturas expostas. Na pecuária, é necessário garantir abrigo, água e alimentação adequados durante o período de resfriamento.

Fontes

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