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CNA debate competitividade, tributos e tecnologia no Global Agribusiness Festival

Evento reúne representantes do agro para discutir reforma tributária, comércio exterior, inovação e os desafios à competitividade brasileira.

02 de outubro de 2026 4 min de leitura
CNA debate competitividade, tributos e tecnologia no Global Agribusiness Festival

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participa do Global Agribusiness Festival, em São Paulo, com uma agenda voltada aos principais desafios do agronegócio. Os debates tratam de competitividade internacional, reforma tributária, logística, exportações e inovação. As discussões influenciam custos, investimentos e acesso do produto brasileiro aos mercados.

O que aconteceu

Representantes da CNA integram painéis sobre o papel do Mercosul no cenário global e as estratégias para preservar a produtividade brasileira. O debate considera o ambiente comercial formado por China, União Europeia e Estados Unidos, além de barreiras tarifárias e não tarifárias que afetam as exportações.

A reforma tributária também está no centro da programação. Renato Conchon, coordenador do Núcleo Econômico da CNA, participa de uma discussão sobre as expectativas e preocupações do setor produtivo diante do novo sistema de impostos.

A entidade defende segurança jurídica, simplificação e ausência de aumento da carga tributária para o agro. Entre os pontos de atenção estão o tratamento dado a pequenos e médios produtores, a tributação de insumos e alimentos e os efeitos sobre máquinas, serviços e atividades integradas.

Por que importa para o agro

A carga tributária interfere diretamente no custo de produção, na formação de preços e na margem do produtor. Mudanças no sistema podem afetar a compra de fertilizantes, defensivos, máquinas, combustíveis e serviços contratados. Também podem alterar a relação entre produtores, cooperativas, indústrias e tradings.

A competitividade depende ainda de infraestrutura, previsibilidade regulatória e tecnologia. Soluções digitais, agricultura de precisão e ferramentas de gestão podem elevar a produtividade, reduzir desperdícios e melhorar a capacidade de planejamento. Entretanto, a adoção dessas tecnologias exige conectividade, crédito e retorno econômico compatível com a realidade de cada propriedade.

Dados e contexto

  • O Global Agribusiness Festival 2026 reúne cerca de 330 palestrantes de mais de 20 países, segundo informações divulgadas pelo Canal Rural.
  • A programação inclui comércio internacional, reforma tributária, logística, exportações, inovação e equideocultura.
  • A CNA participa de painéis realizados em 1º e 2 de outubro, em São Paulo.
  • A reforma tributária brasileira prevê a transição para um modelo baseado no Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e na Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), o que exige adaptação de empresas e produtores.
  • A Conab, o IBGE, o Ministério da Agricultura e o USDA acompanham produção, custos, estoques e comércio exterior, indicadores essenciais para avaliar a competitividade das cadeias agropecuárias.
O debate ocorre em um mercado marcado por exigências ambientais, mudanças geopolíticas e disputa por compradores. Para o Brasil, manter participação internacional depende de ampliar produtividade sem perder eficiência logística, regularidade de oferta e conformidade sanitária.

O que observar daqui pra frente

Produtores e empresas devem acompanhar as regras de transição da reforma tributária, os créditos permitidos e os impactos sobre insumos e serviços. Também será necessário avaliar investimentos em conectividade, gestão e automação com base em ganhos mensuráveis. No comércio exterior, a diversificação de destinos e a adaptação a novas exigências regulatórias podem reduzir riscos para as cadeias exportadoras.

Fontes

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