Sustentabilidade

CNA destaca papel do agro em sessão no Senado pelo Dia Mundial da Alimentação

Sessão no Senado debateu a contribuição do agronegócio brasileiro para a segurança alimentar, a produção sustentável e o abastecimento global.

13 de outubro de 2026 4 min de leitura
CNA destaca papel do agro em sessão no Senado pelo Dia Mundial da Alimentação

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou de uma sessão no Senado dedicada ao Dia Mundial da Alimentação. O debate tratou da contribuição do agronegócio para o abastecimento, da geração de renda no campo e da produção sustentável. A discussão ocorre em um momento de pressão sobre custos, clima e acesso a alimentos.

O que aconteceu

A sessão reuniu representantes do setor produtivo e do poder público para discutir os desafios da segurança alimentar. A CNA defendeu a relevância dos produtores rurais na oferta de alimentos e na manutenção das cadeias que abastecem o mercado interno e as exportações.

O debate também abordou a necessidade de políticas públicas capazes de ampliar a produtividade, reduzir perdas e garantir condições para a permanência dos produtores no campo. Crédito, infraestrutura, assistência técnica e segurança jurídica estão entre os fatores que influenciam a capacidade de produção.

A entidade ressaltou que o agro brasileiro combina produção em larga escala com diferentes sistemas produtivos. A diversidade regional permite o cultivo de grãos, frutas, fibras, carnes e produtos florestais, mas também aumenta a necessidade de políticas ajustadas às características de cada cadeia.

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Por que importa para o agro

A segurança alimentar depende de oferta regular, preços acessíveis e capacidade de resposta a eventos climáticos ou econômicos. Para o produtor, isso significa que decisões tomadas em Brasília podem afetar diretamente o custo de produção, o acesso ao financiamento e a competitividade dos produtos brasileiros.

A discussão no Senado reforça a importância de integrar produção, conservação ambiental e desenvolvimento regional. Investimentos em tecnologia, armazenagem, conectividade e logística podem elevar a eficiência sem depender apenas da expansão da área cultivada.

Dados e contexto

O Brasil ocupa posição central no comércio mundial de commodities agrícolas. A produção nacional de grãos é acompanhada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), enquanto o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) monitora indicadores agropecuários, econômicos e sociais.

Entre os principais pontos associados à segurança alimentar estão:

  • Produtividade: aumento da produção por área reduz a pressão sobre novas áreas e melhora a eficiência do uso de insumos.
  • Renda rural: preços, crédito e custos definem a capacidade de investimento e a continuidade das atividades.
  • Infraestrutura: armazenagem, estradas, ferrovias e portos influenciam perdas, fretes e competitividade.
  • Sustentabilidade: manejo adequado do solo, uso racional da água e recuperação de áreas degradadas reduzem riscos ambientais e produtivos.
  • Políticas públicas: programas de seguro rural, pesquisa, extensão e financiamento ajudam a enfrentar eventos climáticos e oscilações de mercado.
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) tem papel estratégico no desenvolvimento de cultivares, sistemas de manejo e soluções adaptadas às diferentes regiões brasileiras. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) atua na formulação de políticas, fiscalização e abertura de mercados.

O que observar daqui pra frente

O setor deve acompanhar a evolução das políticas de crédito, seguro rural, armazenagem e infraestrutura. Também será necessário ampliar a adoção de tecnologias que reduzam custos e aumentem a resiliência climática. Para o produtor, oportunidades devem surgir em sistemas mais eficientes, rastreáveis e alinhados às exigências de compradores nacionais e internacionais.

Fontes

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