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CNA leva sucessão familiar e plano de clima ao Congresso da Sober

CNA defende políticas para sucessão rural e plano nacional de clima em congresso da Sober, conectando juventude no campo e financiamento verde para o agro.

23 de julho de 2026 4 min de leitura
CNA leva sucessão familiar e plano de clima ao Congresso da Sober

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) levou ao Congresso da Sociedade Brasileira de Economia Rural (Sober) duas pautas centrais para o agro: sucessão familiar e plano nacional de clima. A entidade defendeu políticas públicas para manter jovens no campo e para garantir previsibilidade nas ações de mitigação e adaptação climática, pontos que afetam diretamente o futuro da produção agrícola.

O que aconteceu

No painel sobre sucessão familiar, representantes da CNA destacaram que a permanência de jovens no campo depende de renda, acesso a crédito, assistência técnica e infraestrutura mínima, além de segurança jurídica na transmissão das propriedades.[2][3] A entidade citou o Plano Nacional de Juventude e Sucessão Rural, que busca articular programas e ações voltadas à continuidade das atividades produtivas nas propriedades familiares.[2][3]

Já no debate sobre clima, a CNA reforçou a necessidade de um plano nacional de clima para o agro, com regras claras para financiamento verde, gestão de risco e remuneração de serviços ambientais.[4][5][6] A proposta é que o planejamento climático considere especificidades regionais, sistemas produtivos e instrumentos de seguro rural, evitando sobrecarga regulatória e custos adicionais sem contrapartida econômica.[4][5]

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Por que importa para o agro

Sem sucessão familiar, muitas propriedades correm risco de perder continuidade, fragmentar terras ou serem vendidas, afetando oferta de alimentos e estabilidade das cadeias produtivas. Políticas voltadas à juventude rural tendem a reduzir êxodo para as cidades e a preservar conhecimento produtivo acumulado por gerações.[2][3]

Um plano de clima estruturado interessa ao produtor porque organiza metas, cria critérios para acesso a recursos internacionais e pode ampliar linhas de crédito ligadas à mitigação e à adaptação, como recuperação de pastagens, integração lavoura-pecuária-floresta e agricultura de baixo carbono.[4][5][6] Sem esse arcabouço, o risco é ter exigências climáticas dispersas, menor acesso a financiamento e mais incerteza nos investimentos de médio e longo prazo.

Dados e contexto

A CNA lembra que a lei que institui a Política e o Plano Nacional de Juventude e Sucessão Rural prevê ações para estimular a permanência dos jovens no campo e dar continuidade às atividades produtivas.[3] Na Câmara, projetos como o PL 9263/17 tratam de articular programas específicos para juventude e sucessão rural.[2]

No campo climático, negociações internacionais apontam metas de financiamento de até USD 300 bilhões anuais até 2035 para ações lideradas por países desenvolvidos, e USD 1,3 trilhão anuais envolvendo todos os países e atores.[5] Esses recursos dependem de planos nacionais claros, governança e capacidade de execução dos projetos.

A agenda de clima e agro, segundo documentos técnicos, envolve:

  • gestão de riscos via seguros e mecanismos de garantia de renda;[4]
  • ampliação de recursos para financiamento da produção e transição tecnológica de baixa emissão;[4][6]
  • incentivos a energias renováveis e sistemas produtivos eficientes;[4]
  • políticas de conservação, recomposição de recursos naturais e apoio à agroecologia em determinados segmentos.[6]
Esses pontos impactam diretamente o desenho do futuro plano de clima para o setor agrícola, que a CNA cobra como política de Estado, com previsibilidade e metas de longo prazo.[4][5]

O que observar daqui pra frente

Produtores e entidades do agro devem acompanhar a regulamentação da Política de Juventude e Sucessão Rural e as discussões técnicas sobre o plano nacional de clima. A definição de critérios para crédito, seguros, pagamento por serviços ambientais e acesso a recursos internacionais pode abrir oportunidades para quem se antecipa com gestão profissional, registros adequados e projetos bem estruturados, mas também criar obrigações adicionais para quem não se adaptar às novas exigências.

Fontes

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