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CNI mantém projeção de PIB em 2% e vê agropecuária crescer 1,8% em 2026

Confederação Nacional da Indústria manteve alta de 2% para o PIB em 2026 e revisou o crescimento da agropecuária para 1,8%, acima da previsão anterior.

22 de julho de 2026 4 min de leitura
CNI mantém projeção de PIB em 2% e vê agropecuária crescer 1,8% em 2026

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manteve a projeção de crescimento de 2% para o PIB brasileiro em 2026 e revisou para cima o desempenho esperado da agropecuária, de 1,1% para 1,8%. A nova estimativa indica que o campo deve ter papel mais relevante no resultado da economia, em um cenário de desaceleração após os avanços de 2024 e 2025.

O que aconteceu

Em novo relatório de projeções, a CNI reafirmou que o Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer 2% em 2026, sustentado principalmente pelos setores de serviços e indústria extrativa, que seguem com desempenho robusto.[11]

A principal mudança foi na agropecuária: a entidade passou a esperar alta de 1,8%, ante estimativa anterior próxima à estabilidade. O ajuste reflete perspectivas melhores para produção agrícola e pecuária, com impacto positivo sobre exportações e oferta interna de alimentos.[11]

A CNI também revisou para cima a expectativa de inflação, estimando 4,4% em 2026, acima da projeção anterior de 4,1%, diante de pressão de custos e do repasse de preços em serviços.[11]

Por que importa para o agro

A revisão do crescimento da agropecuária para 1,8% indica que o setor deve voltar a ganhar tração após a desaceleração esperada pelo Ministério da Fazenda em suas projeções para 2026.[6] Para o produtor, isso significa ambiente um pouco mais favorável para renda, com maior demanda por grãos, proteína animal e insumos.

No mercado, o campo continua sendo peça importante para sustentar o PIB, ao lado dos serviços. Em 2025, a economia já vinha em ritmo de desaceleração, com crescimento de 2,3%, depois de 3,4% em 2024, e a CNI vê 2026 como um ano de crescimento moderado, mas ainda positivo.[11][10] Isso tende a manter a agro como um dos motores de exportações e da geração de divisas.

Dados e contexto

O quadro de projeções hoje mistura números da CNI, governo e Banco Central, com algum descompasso entre instituições.

InstituiçãoProjeção PIB 2026

| CNI | 2,0%[11] | | Ministério da Fazenda | 2,3%[6][5] | | Banco Central (março) | 1,6%[8][12] | | Fitch Ratings | 2,1%[7] |

O Ministério da Fazenda projeta crescimento de 2,3%, puxado por indústria e serviços, apesar de prever desaceleração agrícola.[6] Já o Banco Central, em relatório de política monetária, ainda trabalhava em março com 1,6% de expansão, destacando maior incerteza vinda do cenário internacional.[8][12]

Na economia real, os dados mais recentes do IBGE mostram que o PIB cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao quarto trimestre de 2025, e 1,8% na comparação anual, com avanço acumulado de 2,0% em quatro trimestres.[3][9] A agropecuária foi um dos destaques, com crescimento de cerca de 2% no início de 2026, liderando os principais setores.[10]

Essa combinação de números aponta para um cenário de crescimento moderado, inflação acima do centro da meta e papel relevante da agropecuária para manter o PIB próximo de 2%, mesmo com perda de fôlego frente a anos anteriores.

O que observar daqui pra frente

Para o agro, o ponto-chave será acompanhar se a previsão de 1,8% de crescimento se confirma em meio a riscos climáticos, custos de produção ainda elevados e volatilidade de preços internacionais. Se safra e câmbio ajudarem, há espaço para ampliar exportações e receita setorial; caso contrário, o produtor deve enfrentar margens apertadas, exigindo foco em gestão de custos, tecnologia e uso eficiente de crédito.

Fontes

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