CNPE deve aprovar mistura de etanol na gasolina para 32%
Governo leva ao CNPE proposta de elevar de 30% para 32% a mistura de etanol anidro na gasolina, com efeito direto no mercado de biocombustíveis.

O Conselho Nacional de Política Energética deve votar a elevação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%. A mudança interessa ao agro porque amplia a demanda por cana-de-açúcar e etanol, além de reduzir a dependência do Brasil de gasolina importada.[1][7]
O que aconteceu
O tema entrou na pauta do CNPE para 24 de junho, segundo veículos do setor, após sinalização do governo de que a proposta já tem apoio técnico. A medida faz parte da estratégia oficial de ampliar o uso de biocombustíveis no país.[1][2]
Com o novo percentual, a mistura passa a ser chamada de E32. O governo diz que os testes com teores entre 28% e 32% já foram aprovados e que a mudança pode avançar sem risco para o desempenho dos veículos.[2][8]
Em declarações públicas, o ministro de Minas e Energia afirmou que a ampliação pode economizar até 450 milhões de litros de gasolina por ano. A avaliação oficial é de que isso ajuda a reduzir importações e reforça a autossuficiência energética.[1][4]
Por que importa para o agro
Para a cadeia da cana, a decisão tende a sustentar a demanda por etanol anidro, produto misturado à gasolina. Em um cenário de consumo maior, usinas podem ter mais espaço para comercialização e melhor formação de preços, especialmente em meio à disputa entre etanol hidratado e anidro.[1][4]
No mercado mais amplo, a medida também mexe com logística, esmagamento industrial e planejamento comercial. Se o país consumir mais etanol na gasolina, cresce a necessidade de oferta regular no Centro-Sul, o que pode influenciar decisões de plantio, moagem e estocagem.[2][8]
Dados e contexto
| Indicador | Informação |
|---|---|
| Mistura atual | **30%** de etanol anidro na gasolina |
| Proposta | **32%** de etanol anidro |
| Economia estimada | **450 milhões de litros** de gasolina por ano |
| Órgão decisor | **CNPE** |
| Efeito esperado | Menor importação de gasolina e maior uso de biocombustíveis |
Em junho de 2025, o governo já havia aprovado a elevação da mistura de etanol de 27% para 30%, junto com aumento do biodiesel de 14% para 15%. Na ocasião, o Planalto informou que a medida reforça a autossuficiência do país e pode reduzir o preço dos combustíveis ao consumidor.[4]
O que observar daqui pra frente
O mercado vai monitorar a decisão do CNPE, o ritmo de adaptação das distribuidoras e a resposta da oferta de etanol pelas usinas. Se o aumento for confirmado, o efeito prático dependerá da capacidade de abastecimento e da reação dos preços do petróleo e da gasolina no mercado internacional.[1][2]
Fontes
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