Colheita de café na Expocacer atinge 51% da safra 2026/27
Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado já colheu 51% do café arábica previsto para 2026/27, com avanço apoiado pelo clima e boa estrutura de beneficiamento.

A colheita de café arábica na área de atuação da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado mineiro, já alcança 51% do total previsto para a safra 2026/27[1]. O avanço consolida o ritmo dos trabalhos após atrasos iniciais e dá mais previsibilidade ao fluxo de oferta da região, importante polo produtor para a indústria e exportação de café[1].
O que aconteceu
Segundo dados da Expocacer, a colheita evoluiu para 51% do volume projetado até 17 de julho, mostrando forte recuperação após um início mais lento, impactado por chuvas em junho[1][3]. A cooperativa destaca que o clima mais firme nas últimas semanas permitiu acelerar a derriça e a entrada de lotes nas unidades de beneficiamento.
A área de abrangência da Expocacer soma 82.020 hectares de café arábica, dos quais 72.327 hectares estão em produção na safra 2026/27[2]. Para este ciclo, a projeção é colher 2,859 milhões de sacas de 60 kg, volume que consolida o Cerrado mineiro como um dos principais fornecedores de café de qualidade do país[2].
Na segunda quinzena de junho, a colheita estava entre 10% e 18% do total, a depender da região, refletindo atrasos causados por precipitações em parte da área[2][3]. A passagem de junho para julho marcou a virada de ritmo, com mais dias ensolarados e condições favoráveis às operações de campo e secagem.
Por que importa para o agro
O fato de a colheita já superar metade do volume previsto dá mais segurança ao produtor, às cooperativas e à indústria na programação de entregas, contratos e logística. Com o café entrando de forma mais regular nas unidades, há menor risco de aperto pontual de oferta e maior previsibilidade para negócios spot e a termo.
Para o mercado, o andamento dentro da curva esperada reduz a chance de movimentos bruscos de preços associados a atrasos de safra. Ao mesmo tempo, o volume de 2,859 milhões de sacas em uma área tecnificada como o Cerrado mineiro mantém o Brasil em posição confortável como maior produtor e exportador global, o que é monitorado por indústrias e traders internacionais.
Dados e contexto
| Indicador | Valor / Situação |
|---|
| Percentual colhido 2026/27 | 51% do total previsto[1] | | Data da medição | 17 de julho de 2026[1] | | Área total de café arábica | 82.020 ha[2] | | Área em produção | 72.327 ha[2] | | Produção projetada 2026/27 | 2,859 milhões de sacas de 60 kg[2] | | Colheita em meados de junho | 10%–15% em parte da área[2] | | Colheita na terceira semana de junho | 18% do total projetado[3] |
A região do Cerrado mineiro atendida pela Expocacer é reconhecida por sistemas produtivos de média a alta tecnologia, com mecanização da colheita, uso de secadores e armazenagem estruturada. Esse perfil reduz perdas, melhora a padronização dos lotes e facilita o cumprimento de especificações de qualidade exigidas por indústrias e exportadores.
A dinâmica da safra também é observada por instituições como Conab e USDA, que acompanham o desempenho do café brasileiro para projeções de oferta global e balanço de estoques. A regularidade da colheita na Expocacer tende a contribuir para os números nacionais de produção de arábica, especialmente em Minas Gerais, principal estado produtor do país.
O que observar daqui pra frente
A partir de agora, o foco do produtor e da cooperativa estará na conclusão da colheita, na gestão da pós-colheita e na comercialização dos lotes com atenção à qualidade e às janelas de preço. O avanço rápido da safra pode aumentar a oferta de curto prazo, exigindo disciplina comercial, enquanto clima, câmbio e demanda externa seguirão determinando oportunidades e riscos para travar negócios e proteger margem.
Fontes
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