Tecnologia

Corteva amplia aposta global em biológicos com foco no Brasil

Corteva prevê cinco novos produtos biológicos na próxima década e trata o Brasil como mercado estratégico para inovação agrícola.

02 de outubro de 2026 4 min de leitura
Corteva amplia aposta global em biológicos com foco no Brasil

A Corteva está reforçando sua estratégia global em produtos biológicos, com o Brasil entre os principais mercados para pesquisa, desenvolvimento e lançamento de tecnologias. A companhia prevê colocar no mercado cinco novos biológicos na próxima década, dentro de um pipeline de proteção de cultivos estimado em US$ 11 bilhões.

A estratégia combina soluções biológicas, defensivos químicos, edição genética, inteligência artificial e parcerias com empresas de tecnologia. O objetivo é acelerar o desenvolvimento de produtos e ampliar as ferramentas disponíveis para o manejo de pragas, doenças e estresses nas lavouras.

O que aconteceu

Após reorganizar sua estrutura de negócios, a Corteva passou a concentrar ainda mais esforços em inovação para proteção de cultivos. A empresa prevê lançar 12 novos produtos nos próximos dez anos, sendo sete novos ingredientes ativos e cinco soluções biológicas.

A companhia também pretende acessar tecnologias desenvolvidas fora de seus próprios laboratórios. Para isso, aposta em parcerias, investimentos e aquisições de empresas especializadas em microrganismos, microbiomas e outras soluções de base natural.

O Brasil ocupa posição central nesse plano. A pressão de pragas, doenças e plantas daninhas, somada à possibilidade de realizar duas ou três safras em algumas regiões, cria demanda por ferramentas complementares de manejo. O conhecimento gerado no país também pode ser adaptado para outros mercados da América Latina.

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Por que importa para o agro

Para o produtor, a expansão dos biológicos pode aumentar as opções de manejo e reduzir a dependência de uma única classe de produto. A integração entre químicos e biológicos também pode contribuir para estratégias de rotação, manejo de resistência e proteção do potencial produtivo.

O avanço, porém, depende de desempenho consistente em campo, registro, logística e assistência técnica. Produtos biológicos respondem às condições ambientais e exigem posicionamento adequado, especialmente em relação a dose, aplicação, temperatura e umidade.

Dados e contexto

  • US$ 11 bilhões: valor estimado do pipeline de proteção de cultivos da Corteva.
  • 12 lançamentos: previsão para os próximos dez anos.
  • Cinco biológicos: parte dos novos produtos planejados pela companhia.
  • 6% a 8% ao ano: ritmo de crescimento citado para o mercado de biológicos no Brasil.
  • US$ 30 bilhões: estimativa apresentada pela Corteva para o mercado global de biológicos até 2035.
A empresa mantém estruturas de pesquisa e produção no estado de São Paulo. Também ampliou sua presença no ecossistema de inovação por meio da Corteva Catalyst, plataforma de investimentos que apoiou empresas brasileiras de biotecnologia agrícola.

Entre as frentes tecnológicas estão microrganismos, saúde do solo, fixação biológica de nitrogênio, genômica, edição gênica e ferramentas de inteligência artificial. A companhia também aponta o Brasil como um dos mercados de maior adoção de produtos biológicos.

O que observar daqui pra frente

O principal ponto será a velocidade de registro e chegada dos novos produtos ao campo. Produtores devem acompanhar resultados de ensaios multilocais, recomendações por cultura e compatibilidade com programas de manejo já utilizados. Para a indústria, o desafio será transformar descobertas em soluções escaláveis, estáveis e economicamente competitivas.

Fontes

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