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Crédito fundiário cresce e amplia acesso de jovens à terra

Contratos de crédito fundiário quase dobraram no Sul em 2025, com forte alta nos recursos e maior participação de jovens agricultores.

03 de outubro de 2026 3 min de leitura
Crédito fundiário cresce e amplia acesso de jovens à terra

O crédito para compra de terras ganhou força entre agricultores familiares, especialmente no Sul do Brasil. O número de contratos quase dobrou em 2025, enquanto os recursos liberados avançaram ainda mais. A linha também aumentou a participação de jovens que buscam iniciar ou manter uma atividade produtiva no campo.

O que aconteceu

Na região Sul, foram firmados 383 contratos de crédito fundiário em 2025, contra 191 no ano anterior. O crescimento foi acompanhado pelo aumento dos recursos liberados, que passaram de R$ 32,2 milhões para R$ 89,8 milhões no mesmo período, alta aproximada de 179%.

Cerca de 45% das operações realizadas em 2025 foram destinadas à modalidade Terra da Juventude. Criada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), a linha atende jovens interessados na aquisição de imóveis rurais e na estruturação da produção.

O programa faz parte do Terra Brasil, nome dado ao Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF). O financiamento pode incluir a compra da terra, investimentos básicos e a implantação do projeto produtivo, conforme as regras da linha escolhida.

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Por que importa para o agro

O custo da terra é uma das principais barreiras para agricultores que não receberam uma propriedade por herança. O crédito fundiário reduz essa dificuldade ao permitir o pagamento financiado e oferecer prazo longo, com período de carência para organizar a produção.

A maior presença de jovens pode ajudar a reduzir a saída de mão de obra do campo e fortalecer a sucessão rural. Também cria demanda por assistência técnica, planejamento financeiro, regularização documental e tecnologias adequadas à escala da agricultura familiar.

Dados e contexto

O PNCF atende trabalhadores rurais sem terra, agricultores com áreas insuficientes e famílias que comprovem experiência na atividade agropecuária. A regra geral exige cinco anos de experiência nos últimos 15 anos, com exceções previstas para jovens e estudantes de formação agrícola.

A linha Terra da Juventude é voltada, em regra, a pessoas de 18 a 30 anos. O MDA informa limite de renda anual de até R$ 60.719,26 e patrimônio de até R$ 140 mil para essa modalidade. O teto de financiamento por família é de R$ 306.044,77, segundo as condições divulgadas pelo governo federal.

IndicadorInformação
Contratos no Sul em 2024191
Contratos no Sul em 2025383
Recursos em 2024R$ 32,2 milhões
Recursos em 2025R$ 89,8 milhões
Participação de jovens em 2025Cerca de 45%

As condições variam conforme a modalidade. A Terra da Juventude prevê juros de 0,5% ao ano, bônus de adimplência de até 40% e prazo de 25 anos, incluindo carência de 36 meses, conforme as regras disponíveis no portal do MDA.

O que observar daqui para frente

O avanço do programa dependerá da capacidade de transformar o financiamento em produção rentável. Jovens interessados devem avaliar a qualidade da terra, acesso à água, logística, mercado comprador, custo das parcelas e disponibilidade de assistência técnica antes de contratar. A regularidade do imóvel e a viabilidade do projeto produtivo também serão decisivas para evitar endividamento.

Fontes

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