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Crise dos fertilizantes e El Niño podem pressionar preços de alimentos

Alta dos fertilizantes e risco climático podem reduzir a adubação e apertar a oferta de arroz, café, trigo e outros itens da cesta básica.

26 de julho de 2026 3 min de leitura
Crise dos fertilizantes e El Niño podem pressionar preços de alimentos

A alta dos fertilizantes e a dificuldade de transporte podem levar produtores a cortar adubação nesta safra. O efeito pode aparecer na oferta de alimentos como arroz, café, trigo e laranja, com pressão sobre os preços ao consumidor e mais aperto na margem do produtor.[1]

O que aconteceu

A reportagem do g1 aponta que o encarecimento dos insumos já está mudando decisões no campo. Em vez de manter o pacote tecnológico completo, parte dos agricultores pode reduzir doses de fertilizantes para caber no orçamento.[1]

Esse movimento preocupa porque fertilização menor tende a reduzir produtividade e, em alguns casos, também a qualidade do grão. Em ano de El Niño, o risco sobe, já que o clima pode ampliar perdas em lavouras sensíveis e atrapalhar o calendário de plantio e colheita.[1][4]

O efeito não fica restrito a uma cultura. A combinação de custos altos e clima adverso atinge diferentes cadeias ao mesmo tempo, o que aumenta a chance de repasse para preços no varejo e para a indústria processadora.[1][4]

Por que importa para o agro

Para o produtor, o problema é direto: fertilizante mais caro piora a relação de troca e reduz a rentabilidade por hectare. Quando a conta não fecha, a tendência é cortar investimento, o que pode comprometer a próxima colheita.[12]

Para o mercado, isso significa oferta mais apertada em itens que pesam na mesa do brasileiro. Relatórios e análises recentes já vinham alertando que o El Niño pode mexer com os preços de alimentos e intensificar a inflação de itens in natura.[2][8]

Dados e contexto

IndicadorLeitura de mercado
FertilizantesAlta de custos pressiona o uso na safra.[1][12]
TrigoSafra 2026 tende a ser mais fraca por custo alto e clima.[4]
El NiñoPode elevar preços de alimentos e reduzir produtividade.[2][8]
Itens mais expostosArroz, café, trigo, laranja e hortifruti.[1][2][3]

O Valor já havia informado que o trigo enfrenta uma das maiores retrações dos últimos anos, com preços pouco atrativos, crédito caro e risco climático desestimulando o plantio.[4] O Banco Mundial também tem apontado risco de queda relevante de produção em regiões mais afetadas por eventos climáticos extremos.[3]

O que observar daqui pra frente

Nos próximos meses, o mercado deve acompanhar três pontos: custo dos fertilizantes, intensidade do El Niño e reação do produtor na compra de insumos. Se a adubação cair mais do que o previsto, o impacto pode aparecer primeiro na produtividade e depois no preço final.[1][2][12]

Também vale observar culturas de inverno e itens mais sensíveis ao clima, como trigo, arroz e café. Se as perdas se confirmarem, a tendência é de pressão adicional sobre a cadeia agroindustrial e sobre a inflação de alimentos no segundo semestre.[4][8]

Fontes

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