Crise dos fertilizantes e El Niño podem pressionar preços de alimentos
Alta dos fertilizantes e risco climático podem reduzir a adubação e apertar a oferta de arroz, café, trigo e outros itens da cesta básica.

A alta dos fertilizantes e a dificuldade de transporte podem levar produtores a cortar adubação nesta safra. O efeito pode aparecer na oferta de alimentos como arroz, café, trigo e laranja, com pressão sobre os preços ao consumidor e mais aperto na margem do produtor.[1]
O que aconteceu
A reportagem do g1 aponta que o encarecimento dos insumos já está mudando decisões no campo. Em vez de manter o pacote tecnológico completo, parte dos agricultores pode reduzir doses de fertilizantes para caber no orçamento.[1]
Esse movimento preocupa porque fertilização menor tende a reduzir produtividade e, em alguns casos, também a qualidade do grão. Em ano de El Niño, o risco sobe, já que o clima pode ampliar perdas em lavouras sensíveis e atrapalhar o calendário de plantio e colheita.[1][4]
O efeito não fica restrito a uma cultura. A combinação de custos altos e clima adverso atinge diferentes cadeias ao mesmo tempo, o que aumenta a chance de repasse para preços no varejo e para a indústria processadora.[1][4]
Por que importa para o agro
Para o produtor, o problema é direto: fertilizante mais caro piora a relação de troca e reduz a rentabilidade por hectare. Quando a conta não fecha, a tendência é cortar investimento, o que pode comprometer a próxima colheita.[12]
Para o mercado, isso significa oferta mais apertada em itens que pesam na mesa do brasileiro. Relatórios e análises recentes já vinham alertando que o El Niño pode mexer com os preços de alimentos e intensificar a inflação de itens in natura.[2][8]
Dados e contexto
| Indicador | Leitura de mercado |
|---|---|
| Fertilizantes | Alta de custos pressiona o uso na safra.[1][12] |
| Trigo | Safra 2026 tende a ser mais fraca por custo alto e clima.[4] |
| El Niño | Pode elevar preços de alimentos e reduzir produtividade.[2][8] |
| Itens mais expostos | Arroz, café, trigo, laranja e hortifruti.[1][2][3] |
O Valor já havia informado que o trigo enfrenta uma das maiores retrações dos últimos anos, com preços pouco atrativos, crédito caro e risco climático desestimulando o plantio.[4] O Banco Mundial também tem apontado risco de queda relevante de produção em regiões mais afetadas por eventos climáticos extremos.[3]
O que observar daqui pra frente
Nos próximos meses, o mercado deve acompanhar três pontos: custo dos fertilizantes, intensidade do El Niño e reação do produtor na compra de insumos. Se a adubação cair mais do que o previsto, o impacto pode aparecer primeiro na produtividade e depois no preço final.[1][2][12]
Também vale observar culturas de inverno e itens mais sensíveis ao clima, como trigo, arroz e café. Se as perdas se confirmarem, a tendência é de pressão adicional sobre a cadeia agroindustrial e sobre a inflação de alimentos no segundo semestre.[4][8]
Fontes
- G1 - Arroz, café, trigo e mais: como a crise dos fertilizantes — em ano de El Niño — pode pressionar preços
- Valor Econômico - El Niño e alta de custos desestimulam o plantio de trigo no país
- CNN Brasil - Conflitos globais e El Niño pressionam mercado de fertilizantes
- O Globo - El Niño vai mexer com o clima e os preços dos alimentos neste ano
- agroemcampo.ig.com.br
- clickpetroleoegas.com.br
- g1.globo.com
- noticiasagricolas.com.br
- seudinheiro.com
- cnnbrasil.com.br
- braziljournal.com
- ihu.unisinos.br
- youtube.com
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