Tecnologia

CropLife pede segurança jurídica e inovação no próximo governo Lula

Entidade defende regras estáveis, investimentos em pesquisa e modernização da infraestrutura para ampliar a competitividade do agro brasileiro.

26 de outubro de 2026 4 min de leitura
CropLife pede segurança jurídica e inovação no próximo governo Lula

A CropLife Brasil defendeu uma agenda de segurança jurídica, inovação e modernização da infraestrutura produtiva após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. A entidade representa empresas de sementes e mudas, biotecnologia, defensivos químicos e bioinsumos. Para a associação, regras estáveis serão decisivas para atrair investimentos e ampliar a competitividade do agronegócio.

O que aconteceu

Em nota, a CropLife cumprimentou o presidente reeleito e afirmou que pretende contribuir para a construção de políticas voltadas ao desenvolvimento do setor. A entidade pediu um ambiente de negócios favorável à pesquisa, ao desenvolvimento tecnológico e à adoção de novas soluções no campo.

A associação também defendeu o aperfeiçoamento dos marcos regulatórios. Na avaliação do setor, normas baseadas em critérios científicos, transparência e previsibilidade reduzem riscos para empresas e produtores.

A CropLife citou ainda a necessidade de proteger investimentos em pesquisa e desenvolvimento, além de fortalecer mecanismos de propriedade intelectual. O objetivo é permitir que o Brasil avance não apenas como produtor de alimentos, mas também como desenvolvedor e exportador de tecnologias agrícolas.

Por que importa para o agro

O produtor depende de um fluxo constante de tecnologias para enfrentar pragas, doenças, eventos climáticos e pressão por maior produtividade. Sementes melhoradas, biotecnologia, defensivos e bioinsumos fazem parte desse conjunto de ferramentas.

Regras instáveis podem aumentar o tempo de registro, elevar custos e retardar a chegada de produtos ao mercado. Para a cadeia produtiva, maior previsibilidade regulatória tende a facilitar decisões de investimento, planejamento de safra e acesso a soluções específicas para diferentes regiões.

A discussão também envolve a capacidade brasileira de desenvolver tecnologias adaptadas à agricultura tropical. Instituições como MAPA, Anvisa e CTNBio participam da avaliação de produtos e processos relacionados à produção agrícola, cada uma dentro de suas competências regulatórias.

Dados e contexto

  • A CropLife reúne empresas dos segmentos de sementes e mudas, biotecnologia, defensivos químicos e bioinsumos.
  • A entidade defende critérios científicos, transparência e estabilidade normativa na regulamentação.
  • A Lei nº 15.070/2024 criou regras específicas para produção, registro e comercialização de bioinsumos.
  • O MAPA conduz parte relevante da regulamentação agrícola, enquanto Anvisa e CTNBio atuam em avaliações sanitárias, ambientais e de biossegurança, conforme o tipo de tecnologia.
  • A proteção da propriedade intelectual é apontada pelo setor como mecanismo para estimular investimentos de longo prazo em pesquisa.
A regulamentação dos bioinsumos está entre os temas com potencial de impacto direto sobre empresas e produtores. A aplicação das regras precisará equilibrar inovação, segurança, fiscalização e viabilidade econômica para diferentes perfis de propriedade.

O que observar daqui para frente

O principal ponto será a transformação das propostas em medidas concretas. O setor deve acompanhar decretos, normas de registro, prazos de análise e políticas de incentivo à pesquisa. Para o produtor, mudanças regulatórias podem ampliar o acesso a tecnologias, mas também exigir adaptação a novas exigências de uso, armazenamento, rastreabilidade e descarte.

Fontes

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