CTNBio aprova nova geração de cana transgênica do CTC
CTNBio libera comercialmente nova variedade de cana-de-açúcar geneticamente modificada do CTC, resistente a insetos, ampliando opções para produtores brasileiros.

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) autorizou o uso comercial de uma nova variedade de cana-de-açúcar geneticamente modificada desenvolvida pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC). Essa é a segunda aprovação para cana transgênica no Brasil, após a primeira liberada em 2024. A inovação reduz perdas por pragas e eleva a produtividade, beneficiando o setor sucroenergético nacional.
O que aconteceu
A CTNBio analisou dados de segurança e eficácia da variedade CTC 28-14, resistente ao broca-da-cana (Diatraea saccharalis). Testes em campo demonstraram redução de até 50% nas perdas por ataque de insetos, sem impacto ambiental adverso.
O CTC, maior centro de pesquisa em cana da América Latina, submeteu o dossiê com resultados de mais de 10 safras experimentais. A aprovação ocorre em meio ao crescimento do plantio de transgênicos, que quase dobrou na safra 2025/26.
Essa liberação complementa a primeira cana GM aprovada em 2024, também do CTC, expandindo o portfólio biotecnológico para o cultivo comercial.
Por que importa para o agro
Produtores ganham ferramenta para combater pragas sem depender tanto de inseticidas químicos, cortando custos operacionais em 20-30% por hectare. Isso fortalece a competitividade do Brasil, líder mundial em açúcar e etanol.
No mercado, a adoção pode elevar a produtividade média de 80 t/ha para acima de 100 t/ha em áreas afetadas por broca, impactando positivamente a cadeia sucroalcooleira e reduzindo emissões por maior eficiência.
Dados e contexto
| Indicador | Valor Atual | Com Transgênica |
|---|---|---|
| Área plantada (Brasil) | 10 milhões ha (Conab 2025) | +15% projetado (CTC) |
| Perdas por broca | 10-15% da produção | Redução de 50% |
| Produtividade média | 80 t/ha (IBGE) | Até 110 t/ha |
De acordo com a CTC, o plantio de cana transgênica saltou de 5% para 9% da área total na safra 2025/26. A Embrapa Agroenergia destaca que OGMs em cana seguem padrões de biossegurança rigorosos, com zero liberação acidental registrada.
O que observar daqui pra frente
Produtores devem monitorar custos de sementes certificadas e adaptação regional. Oportunidades incluem expansão para novas áreas e integração com rotação de culturas. Riscos envolvem resistência de pragas a longo prazo, exigindo manejo integrado. Aprovações futuras da CTNBio podem incluir tolerância a herbicidas em 2027.
Fontes
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