DDG amplia espaço no mercado de aves, suínos e exportação
Indústria de etanol de milho aumenta a produção de DDG e busca novos mercados para o coproduto, incluindo aves, suínos e exportações.

A indústria brasileira de etanol de milho está ampliando a produção e a comercialização do DDG, coproduto rico em proteínas, fibras e energia. O setor busca reduzir a dependência do mercado de bovinos e avançar sobre as cadeias de aves e suínos, além de conquistar compradores no exterior.
O movimento acompanha o crescimento das usinas de etanol de milho no país. Ao processar o grão, as unidades geram etanol e coprodutos que retornam à cadeia de proteínas animais. Com maior oferta, as empresas precisam diversificar os destinos do DDG e desenvolver formulações adequadas para diferentes espécies.
O que aconteceu
O DDG, sigla em inglês para grãos secos de destilaria, é obtido após a fermentação do milho para a produção de etanol. O produto concentra parte dos nutrientes do grão e pode ser usado na alimentação animal, desde que a formulação considere sua composição, qualidade e limites de inclusão.
A indústria trabalha para ampliar o uso do ingrediente em rações de frangos e suínos. Essas cadeias têm grande consumo de milho e farelo de soja, mas exigem controle preciso de aminoácidos, energia, fibras, minerais e umidade. A qualidade do DDG varia conforme a matéria-prima e o processo industrial.
As empresas também miram o mercado externo. A exportação pode absorver parte do excedente, melhorar a liquidez do produto e reduzir a concentração das vendas no mercado pecuário brasileiro. Para isso, são necessários padrões comerciais, regularidade de oferta e logística competitiva.
Por que importa para o agro
O avanço do etanol de milho cria uma nova demanda para o cereal e fortalece a integração entre agricultura, energia e produção de proteína animal. O processamento agrega valor ao milho e gera uma fonte adicional de receita para as usinas, enquanto o DDG pode substituir parcialmente ingredientes tradicionais das rações.
Para produtores de aves e suínos, o coproduto pode ampliar as opções de compra e reduzir custos em determinados cenários. A substituição não é automática: depende do preço relativo entre DDG, milho e farelo de soja, além da disponibilidade regional e da formulação feita por nutricionistas.
Dados e contexto
- Na safra 2025/26, a Conab projeta 22,2 milhões de toneladas de milho destinadas à produção de etanol. O volume supera as 630 mil toneladas registradas na safra 2016/17.
- A Conab estima que uma tonelada de milho pode gerar cerca de 400 litros de etanol, além de coprodutos como DDG e WDG.
- A produção brasileira de etanol de milho é projetada em 8,7 bilhões de litros no ciclo 2025/26, ante 7,8 bilhões no ciclo anterior.
- Segundo a Embrapa, o milho pode representar até 80% da composição das dietas de aves e suínos no Brasil.
- Estudo da Embrapa aponta maior viabilidade econômica do DDG de alta proteína em dietas de frangos e suínos, dependendo dos preços e das condições de formulação.
O que observar daqui para frente
A expansão do DDG dependerá da capacidade das usinas de manter padrão nutricional, regularidade e preços competitivos. No mercado interno, o avanço sobre aves e suínos será condicionado à validação técnica e ao custo frente ao milho e ao farelo de soja. No exterior, certificações, logística e abertura de novos destinos serão decisivas.
Fontes
- AgFeed – Com DDG em alta, indústria de etanol de milho mira aves, suínos e exportação para ampliar mercados
- Embrapa – Viabilidade do uso de DDGS e DDG de milho na alimentação de frangos e suínos
- Embrapa – Milho na nutrição de aves e suínos
- Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)
- valor.globo.com
- alice.cnptia.embrapa.br
- embrapa.br
- argusmedia.com
- infoteca.cnptia.embrapa.br
- embrapa.br
- brasilagro.com.br
- g1.globo.com
- embrapa.br
- infoteca.cnptia.embrapa.br
- embrapa.br
- comprerural.com
- comprerural.com
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