Tecnologia

DeepAgro levanta R$ 15,5 milhões e acelera expansão da pulverização inteligente no Brasil

Startup argentina DeepAgro capta cerca de R$ 15,5 milhões com fundo brasileiro para escalar solução de aplicação seletiva de herbicidas e crescer no mercado brasileiro.

04 de julho de 2026 4 min de leitura
DeepAgro levanta R$ 15,5 milhões e acelera expansão da pulverização inteligente no Brasil

A agtech argentina DeepAgro, especializada em aplicação seletiva de herbicidas com inteligência artificial, levantou cerca de R$ 15,5 milhões em nova rodada de investimento liderada por um grande fundo brasileiro. O recurso será usado para acelerar a entrada e a expansão da empresa no Brasil, um dos maiores mercados mundiais de defensivos agrícolas.

O que aconteceu

A DeepAgro concluiu uma rodada de investimento de US$ 2 milhões, equivalente aproximado a R$ 10,5 milhões, com participação de fundos como Draco Capital, Grupo Dacas, BYX Ventures, Innventure e Pampa Start.[1][7] Mais recentemente, a empresa fechou uma rodada ponte de US$ 2 milhões com novos investidores estratégicos, incluindo Kamay Ventures, ligado a Coca-Cola, Bimbo e Grupo Arcor, além de follow-on do fundo agtech Innventure.[8]

A operação destacada pela AgFeed envolve a participação de um fundo brasileiro de agronegócio, elevando o total captado para cerca de R$ 15,5 milhões destinados sobretudo à expansão no mercado nacional. O plano da DeepAgro é montar estrutura comercial, escalar instalações em fazendas brasileiras e adaptar o produto às principais culturas de grãos.

Com os novos recursos, a empresa vai reforçar desenvolvimento tecnológico, ampliar times locais e acelerar a validação da solução em diferentes regiões produtoras, com foco inicial em soja, milho e trigo. O Brasil aparece como prioridade na estratégia, ao lado dos Estados Unidos, pela dimensão da área tratada com herbicidas.[7][8]

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Por que importa para o agro

A tecnologia da DeepAgro promete reduzir de forma significativa o volume de herbicidas aplicado, ao identificar plantas daninhas em tempo real e pulverizar apenas onde é necessário.[10] Em cenário de custos altos de defensivos e pressão regulatória sobre impacto ambiental, soluções de aplicação seletiva ganham relevância na gestão da lavoura.

Para o produtor, a entrada de mais uma agtech de IA aplicada à pulverização amplia a concorrência com tecnologias já presentes no mercado e tende a baixar o custo de acesso a sistemas inteligentes de controle de plantas daninhas. Em paralelo, abre espaço para novos modelos de negócio, como aluguel de tecnologia embarcada em pulverizadores e contratos atrelados à economia de insumos.

Dados e contexto

A DeepAgro desenvolveu o SprAI, sistema que transforma pulverizadores em equipamentos inteligentes, capaz de detectar plantas daninhas por visão computacional e acionar bicos apenas quando há alvo.[10] Segundo a empresa, é possível economizar até 73% no uso de herbicidas em determinadas condições de campo.[10]

O movimento da agtech argentina chega em meio a um ciclo de capital intenso em tecnologias de IA no agro. No Brasil, a BemAgro levantou R$ 30,3 milhões em rodada Série A para avançar soluções de inteligência geoespacial e IA aplicada em cadeias como soja e cana.[3][4] Outras agtechs focadas em produtividade e sustentabilidade também vêm recebendo cheques relevantes, como a Smartbreeder, que captou R$ 15 milhões com fundo internacional de impacto.[2]

O próprio fundo Innventure, investidor da DeepAgro, vem se posicionando como ponte entre agtechs argentinas e o mercado brasileiro, com mais de US$ 2,8 milhões já investidos em startups do agro na Argentina e foco declarado em expansão para o Brasil.[5]

IndicadorValor / Informação

| Rodadas DeepAgro (2023–2025) | ~US$ 4 milhões levantados[7][8] | | Economia potencial de herbicidas | Até 73% com aplicação seletiva SprAI[10] | | Rodada Série A BemAgro | R$ 30,3 milhões[3][4] | | Aporte Smartbreeder | R$ 15 milhões[2] |

O que observar daqui pra frente

Produtores devem acompanhar a disponibilidade da tecnologia da DeepAgro em revendas, concessionárias de máquinas e projetos-piloto em regiões de grãos. Pontos-chave serão o custo de adoção, a compatibilidade com pulverizadores já existentes, a robustez do sistema em diferentes condições de campo e a comprovação, em larga escala, da economia real de herbicidas e do impacto sobre produtividade.

Fontes

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