Dez maiores empresas do agro faturam R$ 1,24 trilhão em 2025
Ranking Agro100 mostra avanço de 11,08% na receita das dez maiores empresas do agronegócio brasileiro.
As dez maiores empresas do agronegócio brasileiro somaram R$ 1,24 trilhão em receita líquida em 2025, alta de 11,08% na comparação com o levantamento anterior. O ranking Agro100, publicado pela Forbes Brasil, mostra a concentração de receita em grandes grupos de carnes, alimentos, energia, grãos e celulose.
O que aconteceu
A JBS liderou o ranking com faturamento de R$ 480,58 bilhões. A empresa respondeu por quase 39% da receita total das dez primeiras colocadas, mantendo ampla distância para a segunda posição.
A MBRF, formada pela combinação entre Marfrig e BRF, ficou em segundo lugar, com R$ 163,96 bilhões. A Cargill Alimentos apareceu na terceira posição, com R$ 115,29 bilhões. O grupo das dez empresas inclui ainda Ambev, Raízen, Bunge, Copersucar, Cofco International Brasil, Minerva e Suzano.
Considerando as 100 maiores companhias do setor, o faturamento conjunto chegou a R$ 2,1 trilhões em 2025. O resultado representa crescimento de 13,45% em relação ao ano anterior.
Por que importa para o agro
O ranking mostra que boa parte do valor gerado pelo agronegócio está concentrada em empresas que atuam depois da porteira. Frigoríficos, tradings, indústrias de alimentos, usinas e companhias de celulose conectam a produção rural aos mercados interno e externo.
Para o produtor, o desempenho dessas empresas influencia a demanda por matérias-primas, os padrões de qualidade, os contratos de fornecimento e a formação de preços. Também amplia a importância de fatores como câmbio, custos logísticos, disponibilidade de crédito e acesso a mercados internacionais.
A concentração aumenta a capacidade de investimento em armazenagem, processamento e exportação, mas exige atenção ao equilíbrio nas relações comerciais. A diversificação de compradores e o acompanhamento de contratos ajudam a reduzir riscos para propriedades e cooperativas.
Dados e contexto
| Posição | Empresa | Receita em 2025 |
|---|---|---|
| 1 | JBS | R$ 480,58 bilhões |
| 2 | MBRF | R$ 163,96 bilhões |
| 3 | Cargill Alimentos | R$ 115,29 bilhões |
| 4 | Ambev | R$ 88,24 bilhões |
| 5 | Raízen Energia | R$ 87,70 bilhões |
| 6 | Bunge Alimentos | R$ 76,01 bilhões |
| 7 | Copersucar | R$ 65,78 bilhões |
| 8 | Cofco International Brasil | R$ 61,63 bilhões |
| 9 | Minerva | R$ 54,83 bilhões |
| 10 | Suzano | R$ 50,12 bilhões |
O levantamento considera a receita líquida das companhias. A lista reúne negócios com modelos diferentes, por isso os valores não representam apenas a produção agrícola. Eles incluem processamento industrial, comercialização, exportação e outras atividades da cadeia.
O que observar daqui pra frente
O próximo ciclo dependerá do comportamento das commodities, do câmbio, dos custos de insumos e da demanda global por alimentos, energia e fibras. Produtores e empresas devem monitorar margens, logística e concentração de compradores. Investimentos em eficiência, rastreabilidade e agregação de valor podem ampliar a competitividade das cadeias brasileiras.
Fontes
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