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Dez maiores empresas do agro faturam R$ 1,24 trilhão em 2025

Ranking Agro100 mostra avanço de 11,08% na receita das dez maiores empresas do agronegócio brasileiro.

30 de outubro de 2026 3 min de leitura
Dez maiores empresas do agro faturam R$ 1,24 trilhão em 2025

As dez maiores empresas do agronegócio brasileiro somaram R$ 1,24 trilhão em receita líquida em 2025, alta de 11,08% na comparação com o levantamento anterior. O ranking Agro100, publicado pela Forbes Brasil, mostra a concentração de receita em grandes grupos de carnes, alimentos, energia, grãos e celulose.

O que aconteceu

A JBS liderou o ranking com faturamento de R$ 480,58 bilhões. A empresa respondeu por quase 39% da receita total das dez primeiras colocadas, mantendo ampla distância para a segunda posição.

A MBRF, formada pela combinação entre Marfrig e BRF, ficou em segundo lugar, com R$ 163,96 bilhões. A Cargill Alimentos apareceu na terceira posição, com R$ 115,29 bilhões. O grupo das dez empresas inclui ainda Ambev, Raízen, Bunge, Copersucar, Cofco International Brasil, Minerva e Suzano.

Considerando as 100 maiores companhias do setor, o faturamento conjunto chegou a R$ 2,1 trilhões em 2025. O resultado representa crescimento de 13,45% em relação ao ano anterior.

Por que importa para o agro

O ranking mostra que boa parte do valor gerado pelo agronegócio está concentrada em empresas que atuam depois da porteira. Frigoríficos, tradings, indústrias de alimentos, usinas e companhias de celulose conectam a produção rural aos mercados interno e externo.

Para o produtor, o desempenho dessas empresas influencia a demanda por matérias-primas, os padrões de qualidade, os contratos de fornecimento e a formação de preços. Também amplia a importância de fatores como câmbio, custos logísticos, disponibilidade de crédito e acesso a mercados internacionais.

A concentração aumenta a capacidade de investimento em armazenagem, processamento e exportação, mas exige atenção ao equilíbrio nas relações comerciais. A diversificação de compradores e o acompanhamento de contratos ajudam a reduzir riscos para propriedades e cooperativas.

Dados e contexto

PosiçãoEmpresaReceita em 2025
1JBSR$ 480,58 bilhões
2MBRFR$ 163,96 bilhões
3Cargill AlimentosR$ 115,29 bilhões
4AmbevR$ 88,24 bilhões
5Raízen EnergiaR$ 87,70 bilhões
6Bunge AlimentosR$ 76,01 bilhões
7CopersucarR$ 65,78 bilhões
8Cofco International BrasilR$ 61,63 bilhões
9MinervaR$ 54,83 bilhões
10SuzanoR$ 50,12 bilhões

O levantamento considera a receita líquida das companhias. A lista reúne negócios com modelos diferentes, por isso os valores não representam apenas a produção agrícola. Eles incluem processamento industrial, comercialização, exportação e outras atividades da cadeia.

O que observar daqui pra frente

O próximo ciclo dependerá do comportamento das commodities, do câmbio, dos custos de insumos e da demanda global por alimentos, energia e fibras. Produtores e empresas devem monitorar margens, logística e concentração de compradores. Investimentos em eficiência, rastreabilidade e agregação de valor podem ampliar a competitividade das cadeias brasileiras.

Fontes

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