Mercado

Dia Internacional do Café destaca força do Brasil na produção e no consumo

Data celebra a bebida mais consumida pelos brasileiros depois da água e reforça o peso do café na produção e no mercado agropecuário.

01 de outubro de 2026 4 min de leitura
Dia Internacional do Café destaca força do Brasil na produção e no consumo

O Dia Internacional do Café, celebrado em 1º de outubro, coloca em evidência uma das principais cadeias do agronegócio brasileiro. A bebida é a segunda mais consumida no país, atrás apenas da água, e está presente em praticamente todos os lares. Além do hábito diário, o café movimenta produtores, indústrias, exportadores e o varejo.

O que aconteceu

A data foi criada pela Organização das Nações Unidas e é celebrada anualmente em 1º de outubro. A ocasião também serve para ampliar o conhecimento sobre a bebida, suas espécies, formas de preparo e importância econômica nos países produtores.

O Brasil ocupa a liderança mundial na produção e nas exportações de café. A atividade reúne principalmente os cultivos de café arábica e conilon, também chamado de robusta. O arábica responde pela maior parcela da produção nacional e é valorizado por características sensoriais associadas a cafés especiais.

O consumo brasileiro mantém forte presença no mercado doméstico. Segundo estimativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o consumo interno na safra 2026/27 deve alcançar 22,39 milhões de sacas de 60 quilos, considerando café torrado, moído e solúvel.

Imagem

Por que importa para o agro

A dimensão do mercado interno reduz a dependência exclusiva das exportações e cria demanda para diferentes perfis de produtores. Cafés tradicionais abastecem o consumo em larga escala, enquanto cafés especiais abrem espaço para diferenciação, rastreabilidade e maior valor agregado.

Para o produtor, a expansão da oferta não elimina os riscos. Clima, bienalidade, custos de fertilizantes, mão de obra e oscilações cambiais afetam diretamente a rentabilidade. Como o Brasil responde por parcela relevante da produção mundial, mudanças na safra nacional também influenciam preços internacionais.

Dados e contexto

  • A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de 2026 em 67,6 milhões de sacas beneficiadas, alta de 19,6% sobre 2025.
  • O café arábica deve somar 48,2 milhões de sacas, crescimento de 34,8% na comparação anual.
  • A estimativa da Conab considera uma área praticamente colhida e os efeitos da bienalidade positiva, fenômeno que tende a elevar a produção após um ciclo de menor rendimento.
  • O USDA projeta a produção brasileira em 71,9 milhões de sacas na temporada 2026/27, acima das 63 milhões estimadas para o ciclo anterior.
  • O consumo mundial deve atingir 179,7 milhões de sacas em 2026/27, segundo a Conab.
  • Brasil, Vietnã e Colômbia lideram a produção global, enquanto União Europeia e Estados Unidos estão entre os maiores mercados consumidores e importadores, conforme a Organização das Nações Unidas.
As diferenças entre as projeções da Conab, do USDA e de outros órgãos decorrem de calendários, metodologias e períodos de comercialização distintos. Por isso, os números devem ser comparados dentro do mesmo critério de safra.

O que observar daqui pra frente

O desempenho do café dependerá da confirmação das estimativas de produção, do clima durante as próximas fases do ciclo e do comportamento da demanda interna e externa. Produtores devem acompanhar custos, qualidade, contratos e oportunidades de comercialização. A valorização de cafés especiais, a sustentabilidade e a eficiência no uso de insumos podem ampliar a margem, mas exigem investimento e gestão.

Fontes

Compartilhar:

Continue lendo