Dólar atinge menor valor em quase 30 meses e pressiona mercado agro
Cotação do dólar cai para R$ 1,82, menor em quase 30 meses, impactando exportações de soja e grãos no agronegócio brasileiro.

O dólar comercial caiu para R$ 1,82, menor cotação em quase 30 meses, segundo expectativas do setor. Essa desvalorização reduz a competitividade das exportações brasileiras de commodities como soja, afetando receitas de produtores em meio a uma safra recorde.
O que aconteceu
A moeda atingiu o patamar mais baixo desde 2023, influenciada por expectativas de Selic em 11,5% e influxo de capitais estrangeiros. Analistas apontam otimismo com a economia brasileira e queda nos juros globais como drivers principais.
No mercado externo, inspeções de soja para exportação nos EUA recuaram quase 30%, conforme USDA, sinalizando menor demanda. No Brasil, a colheita de soja 2025/26 alcançou 94,7%, segundo Conab, ampliando oferta e pressionando preços.
Essa combinação de dólar fraco e safra farta cria cenário desafiador para o agro exportador.
Por que importa para o agro
Produtores de soja e milho enfrentam margens menores nas vendas externas. Com dólar baixo, o real forte encarece produtos brasileiros no exterior, favorecendo concorrentes como EUA e Argentina.
Empresas do setor, como tradings, ajustam estratégias para estoques maiores e foco no mercado interno. Pequenos produtores sentem mais o impacto, com receitas em dólar convertidas a valores reduzidos.
Dados e contexto
| Indicador | Valor | Fonte |
|---|---|---|
| Dólar | **R$ 1,82** | Ipea |
| Selic esperada | **11,5%** | Ipea |
| Colheita soja 2025/26 | **94,7%** | Conab |
| Inspeções soja EUA | -**30%** | USDA |
Safra recorde de soja pressiona cotações globais. Exportações brasileiras de grãos somaram US$ 50 bi em 2025, mas dólar fraco pode cortar 10-15% das receitas, estimam analistas.
O que observar daqui pra frente
Acompanhe decisões do Banco Central sobre Selic e relatórios semanais do USDA sobre exportações. Oportunidades surgem em vendas para China se demanda asiática crescer. Riscos incluem recessão global reduzindo compras de commodities e possível alta do dólar com tensões geopolíticas.
Fontes
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