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Dólar atinge menor valor em quase 30 meses e pressiona mercado agro

Cotação do dólar cai para R$ 1,82, menor em quase 30 meses, impactando exportações de soja e grãos no agronegócio brasileiro.

09 de maio de 2026 2 min de leitura
Dólar atinge menor valor em quase 30 meses e pressiona mercado agro

O dólar comercial caiu para R$ 1,82, menor cotação em quase 30 meses, segundo expectativas do setor. Essa desvalorização reduz a competitividade das exportações brasileiras de commodities como soja, afetando receitas de produtores em meio a uma safra recorde.

O que aconteceu

A moeda atingiu o patamar mais baixo desde 2023, influenciada por expectativas de Selic em 11,5% e influxo de capitais estrangeiros. Analistas apontam otimismo com a economia brasileira e queda nos juros globais como drivers principais.

No mercado externo, inspeções de soja para exportação nos EUA recuaram quase 30%, conforme USDA, sinalizando menor demanda. No Brasil, a colheita de soja 2025/26 alcançou 94,7%, segundo Conab, ampliando oferta e pressionando preços.

Essa combinação de dólar fraco e safra farta cria cenário desafiador para o agro exportador.

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Por que importa para o agro

Produtores de soja e milho enfrentam margens menores nas vendas externas. Com dólar baixo, o real forte encarece produtos brasileiros no exterior, favorecendo concorrentes como EUA e Argentina.

Empresas do setor, como tradings, ajustam estratégias para estoques maiores e foco no mercado interno. Pequenos produtores sentem mais o impacto, com receitas em dólar convertidas a valores reduzidos.

Dados e contexto

IndicadorValorFonte
Dólar**R$ 1,82**Ipea
Selic esperada**11,5%**Ipea
Colheita soja 2025/26**94,7%**Conab
Inspeções soja EUA-**30%**USDA

Safra recorde de soja pressiona cotações globais. Exportações brasileiras de grãos somaram US$ 50 bi em 2025, mas dólar fraco pode cortar 10-15% das receitas, estimam analistas.

O que observar daqui pra frente

Acompanhe decisões do Banco Central sobre Selic e relatórios semanais do USDA sobre exportações. Oportunidades surgem em vendas para China se demanda asiática crescer. Riscos incluem recessão global reduzindo compras de commodities e possível alta do dólar com tensões geopolíticas.

Fontes

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