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Domingos Martins concentra mais da metade da produção de tangerina do Espírito Santo

Domingos Martins responde por mais de 50% da produção de tangerina do Espírito Santo, consolidando o Polo de Tangerina como referência na fruticultura de montanha.

06 de julho de 2026 4 min de leitura
Domingos Martins concentra mais da metade da produção de tangerina do Espírito Santo

Domingos Martins é hoje o principal polo de tangerina do Espírito Santo, respondendo por mais da metade de todo o volume produzido no estado.[4] A força da fruticultura de montanha, aliada ao clima e à altitude da região serrana, consolidou o município como referência dentro do chamado Polo de Tangerina, movimentando renda, emprego e ampliando a oferta de frutas de melhor calibre e qualidade para o mercado capixaba e nacional.[1][3]

O que aconteceu

Levantamento da Secretaria de Agricultura do Espírito Santo mostra que Domingos Martins lidera com folga a produção de tangerina no estado, concentrando mais de 50% do total colhido em solo capixaba.[4] Em 2022, a participação do município na produção de tangerina chegou a 60,6%, reforçando a hegemonia local dentro da cadeia da citricultura.[1]

O ranking estadual ainda inclui outros municípios de montanha, como Conceição do Castelo, Marechal Floriano, Santa Maria de Jetibá, Santa Leopoldina, Muniz Freire e Venda Nova do Imigrante, que juntos formam o Polo de Tangerina.[1][3] A região concentra cerca de 80% da produção capixaba e se beneficia de condições de clima ameno e altitudes elevadas, favoráveis ao desenvolvimento da cultura.[3][6]

Por que importa para o agro

A liderança de Domingos Martins na produção de tangerina posiciona o município como referência em fruticultura de montanha, com impacto direto na renda de pequenos e médios produtores.[4][6] O foco em tangerina, especialmente Ponkan, diversifica a matriz produtiva local, reduz a dependência de culturas tradicionais e abre espaço para organização de cooperativas, agroindústrias e canais de comercialização mais estruturados.[6][7]

Para o mercado, a concentração produtiva garante volume e regularidade de oferta, fator essencial para fechar contratos com atacadistas, redes varejistas e compradores de outros estados.[4] Ao mesmo tempo, a produção serrana vem acompanhada de frutos com maior tamanho e qualidade, o que agrega valor à comercialização e pode sustentar preços melhores ao produtor, mesmo em cenários de redução de volume em alguns anos.[1]

Dados e contexto

Segundo dados estaduais e estudos técnicos:

IndicadorValor / Informação
Participação de Domingos Martins na produção capixaba (2022)**60,6%** da produção de tangerina[1]
Produção de Domingos Martins (referência recente)Aproximadamente **14,6 mil toneladas** em 2025 (dado institucional)[2][4]
Área de cultivo de tangerina no ESCerca de **1.469 ha**, com produção próxima de **24,3 mil toneladas/ano**[6]
Municípios do Polo de TangerinaDomingos Martins, Venda Nova do Imigrante, Santa Maria de Jetibá, Marechal Floriano, Santa Leopoldina, Conceição do Castelo, Muniz Freire[1][3]

O IBGE confirma a importância da tangerina na fruticultura brasileira, com produção distribuída por vários estados, mas com polos regionais especializados, como o caso capixaba.[5] No Espírito Santo, a cultura da tangerina é considerada estratégica para a agricultura familiar de montanha, com forte articulação técnica via instituições como Incaper e órgãos municipais de agricultura.[6][7]

A estrutura produtiva do Polo de Tangerina envolve propriedades de pequena escala, com manejo voltado à Ponkan, uso de tecnologias simples de irrigação, poda e adubação, e integração crescente com ações de assistência técnica e extensão rural.[6] Essa combinação tem sustentado índices de produtividade compatíveis com outras regiões produtoras do país.

O que observar daqui pra frente

Produtores e agentes da cadeia devem acompanhar de perto a evolução da produtividade por hectare, a adoção de manejo mais eficiente e a capacidade de organização comercial do Polo de Tangerina.[6] A concentração da produção em Domingos Martins é uma oportunidade para estruturar marcas coletivas, ampliar o acesso a mercados fora do estado e investir em processamento (sucos, polpas), mas também exige atenção a riscos de clima, sanidade e oscilação de preços, que podem afetar de forma intensa um território tão dependente da cultura.

Fontes

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