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Durigan indica Plano Safra 2026/27 próximo ao volume de 2025/26

Secretário-executivo da Fazenda sinaliza que o Plano Safra 2026/27 deve repetir, em linhas gerais, o desenho e o volume recorde de recursos do ciclo 2025/26.

19 de junho de 2026 4 min de leitura
Durigan indica Plano Safra 2026/27 próximo ao volume de 2025/26

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o Plano Safra deve manter, em 2026/27, um desenho muito próximo ao do ciclo 2025/26, com volume robusto de recursos e sem perda relevante de funding mesmo com a nova tributação de títulos de crédito do agro.[1][3] A sinalização interessa diretamente a produtores e cooperativas que temiam cortes após a mudança tributária sobre LCAs.

O que aconteceu

Durigan voltou a defender que a taxação de 5% sobre rendimentos de Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) e outros títulos direcionados ao setor não reduzirá o tamanho do Plano Safra.[1][3] Segundo ele, o governo trabalha para que os planos de 2025/26 e 2026/27 sigam crescendo e batendo recordes, com recursos suficientes para o crédito rural.

O secretário explicou que o estoque atual desses títulos não será afetado e que a mudança passa a valer a partir de janeiro de 2026, respeitando o princípio da anualidade.[3] Ele argumenta que o impacto sobre o custo de captação dos bancos será limitado e não deve comprometer o volume de financiamentos nem a equalização de juros.

Nos bastidores, a equipe econômica negocia com a área agrícola a composição do funding do Plano Safra, combinando recursos obrigatórios, poupança rural, títulos privados e orçamento federal para equalização.[1][6] A prioridade é manter previsibilidade ao produtor, em especial após uma safra marcada por margens apertadas e maior risco climático.

Por que importa para o agro

Para o produtor, a mensagem central é que não há, por ora, sinal de corte brusco no crédito rural oficial, mesmo com o aperto fiscal e a nova tributação sobre instrumentos do agronegócio.[1][6] Isso reduz o risco de falta de recursos para custeio, investimento e comercialização na próxima safra.

Ao mesmo tempo, a manutenção de um Plano Safra robusto não garante, por si só, juros mais baixos. Com o orçamento apertado para equalização, o governo tende a concentrar subsídios em linhas prioritárias, como agricultura familiar, médio produtor e práticas sustentáveis, deixando taxas maiores para segmentos de menor prioridade fiscal.[5][6]

Dados e contexto

O governo vem indicando que os planos recentes devem seguir trajetória de expansão em valores nominais, ainda que em ritmo menor.[1][4][6] Nos debates sobre o Plano Safra 2026/27, fontes do governo e do mercado mencionam patamar acima de R$ 600 bilhões, porém abaixo dos R$ 652 bilhões solicitados pelos Ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário.[6]

A discussão de fundo é como combinar volume, juros e foco de política pública:

Ponto-chaveSituação/indicação recente

| Volume de recursos | Deve ficar acima de R$ 600 bi, abaixo do pedido de R$ 652 bi para 26/27[6] | | Tributação de LCAs e afins | Alíquota de 5% a partir de 2026, sem afetar estoque atual[1][3] | | Impacto no Plano Safra | Fazenda afirma que planos de 2025 e 2026 seguirão crescendo, com volume recorde[1][3] | | Foco de priorização | Agricultura familiar, médio produtor, sustentabilidade e gestão de risco[2][5] |

Estudos de entidades como Coalizão Brasil e Climate Policy Initiative defendem que o Plano Safra avance na vinculação de crédito a práticas sustentáveis, uso de Taxonomia Sustentável Brasileira e massificação do seguro rural.[2][5] As propostas incluem ampliar recursos para o RenovAgro, integrar dados de ZARC, Proagro e seguro rural e considerar ativos florestais como garantia real em operações de crédito.[2][5]

Em paralelo, o Ministério da Agricultura e o Ministério do Desenvolvimento Agrário pressionam por mais espaço orçamentário para equalização, enquanto a área econômica resiste a ampliar despesas permanentes.[6] Esse embate define o nível final de juros para custeio e investimento, principalmente para médio e grande produtor.

O que observar daqui pra frente

Produtores e cooperativas devem acompanhar três pontos: o valor final do Plano Safra 2026/27, a distribuição dos juros por porte de produtor e linha, e as novas exigências ligadas a sustentabilidade e gestão de risco.[2][5][6] Quem se antecipar, ajustando documentação ambiental, cadastro e estrutura de garantias, tende a acessar melhor as linhas com taxas mais competitivas no próximo ciclo.

Fontes

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