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E30 amplia participação do etanol na gasolina brasileira

Nova mistura obrigatória elevou o etanol anidro de 27% para 30% na gasolina e reforçou a demanda por cana-de-açúcar e biocombustíveis.

22 de setembro de 2026 3 min de leitura
E30 amplia participação do etanol na gasolina brasileira

A gasolina vendida no Brasil passou a conter 30% de etanol anidro, contra 27% anteriormente. A mudança, aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), entrou em vigor em 1º de agosto de 2025 e aumenta o espaço dos biocombustíveis na matriz de transportes.

O que aconteceu

O CNPE aprovou a adoção da gasolina E30, nome dado ao combustível com 30% de etanol anidro. A decisão foi tomada em 25 de junho de 2025, após avaliações técnicas sobre desempenho, segurança e compatibilidade dos veículos.

A alteração integra a estratégia prevista na Lei do Combustível do Futuro, que busca reduzir emissões, ampliar o uso de fontes renováveis e fortalecer a segurança energética do país. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicou orientações para distribuidoras e revendedores durante a transição.

A mesma decisão elevou de 14% para 15% a mistura obrigatória de biodiesel no diesel, criando o padrão B15. As duas medidas passaram a valer em todo o território nacional na mesma data.

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Por que importa para o agro

O E30 amplia a demanda estrutural por etanol anidro, produzido principalmente a partir da cana-de-açúcar e, em menor escala, do milho. Para usinas e produtores, o novo mandato cria um mercado adicional e pode melhorar a previsibilidade de vendas, desde que haja oferta suficiente e custos competitivos.

A mudança também afeta a formação de preços no complexo sucroenergético. Maior consumo de etanol pode alterar a destinação da cana entre açúcar e combustível, especialmente em períodos de cotações internacionais favoráveis ao açúcar. A decisão das usinas dependerá dos preços relativos, da produtividade e das condições climáticas.

Para os consumidores, o impacto sobre o preço final depende da cotação do etanol, da gasolina, dos tributos e das margens de distribuição e revenda. A maior participação do biocombustível não garante redução automática nos postos.

Dados e contexto

IndicadorAntesCom a nova regra
Etanol anidro na gasolina27%30%
Biodiesel no diesel14%15%
Início da vigência1º de agosto de 2025
  • A decisão foi aprovada pelo CNPE, com participação do Ministério de Minas e Energia e apoio técnico da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
  • A gasolina E30 contém 30% de etanol anidro e 70% de gasolina A, antes da adição de outros componentes previstos na especificação do produto.
  • O aumento representa três pontos percentuais na mistura obrigatória de etanol e reforça a participação dos combustíveis renováveis no consumo nacional.
  • A ANP orientou o mercado sobre a comercialização da nova composição e os procedimentos para postos e distribuidores.

O que observar daqui para frente

O setor deve acompanhar a oferta de etanol anidro, os estoques, a produção de cana e milho e a relação de preços entre açúcar, etanol e gasolina. Também entram no radar eventuais novos aumentos da mistura, investimentos em produtividade e os efeitos sobre veículos, logística e custos de transporte. Para o produtor, contratos, eficiência industrial e gestão de risco serão decisivos para capturar o crescimento da demanda.

Fontes

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