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El Niño pode trazer chuvas excessivas e irregularidade climática em novembro

El Niño deve aumentar as chuvas no Sul e em áreas do Sudeste, mas ampliar o risco de calor e estiagem no Norte e no Centro-Oeste.

31 de outubro de 2026 3 min de leitura
El Niño pode trazer chuvas excessivas e irregularidade climática em novembro

O El Niño deve intensificar os contrastes climáticos no Brasil em novembro. A previsão indica chuvas acima da média no Sul, em Mato Grosso do Sul e em partes de São Paulo, enquanto áreas do Norte, Nordeste e Centro-Oeste podem enfrentar precipitações abaixo do normal. O cenário aumenta os riscos para plantio, colheita, manejo do solo e logística agrícola.

O que aconteceu

As projeções do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC/Inpe) e da Funceme apontam que o fenômeno climático continuará influenciando a circulação atmosférica durante o trimestre de novembro de 2026 a janeiro de 2027.

A Região Sul concentra a maior probabilidade de chuvas persistentes e episódios de excesso hídrico. Também há previsão de acumulados acima da média em Mato Grosso do Sul e em áreas de São Paulo. No Sudeste, a distribuição tende a ser irregular, com possibilidade de volumes elevados em algumas áreas e déficit em outras.

Em grande parte do Norte, no norte de Goiás, no Distrito Federal e em setores do Nordeste, a tendência é de chuva abaixo da média. As temperaturas devem permanecer acima do padrão histórico em boa parte do país, favorecendo ondas de calor e maior demanda por água.

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Por que importa para o agro

O excesso de chuva pode atrasar a colheita de culturas de inverno, dificultar a entrada de máquinas e elevar perdas de qualidade em grãos. Em áreas produtoras de trigo, cevada e hortaliças, o excesso de umidade também aumenta a pressão de doenças fúngicas e prejudica a secagem dos produtos.

Para a soja e o milho de primeira safra, a irregularidade preocupa principalmente durante a implantação das lavouras. Chuva concentrada pode provocar erosão, compactação e replantio. Já a falta de precipitação no início do ciclo pode atrasar a emergência e reduzir o estande de plantas. O produtor precisa acompanhar as janelas locais, não apenas a média regional.

Dados e contexto

  • Sul: maior probabilidade de chuvas acima da média entre novembro e janeiro, com risco de temporais e alagamentos.
  • Mato Grosso do Sul e São Paulo: previsão de volumes acima da climatologia em várias áreas.
  • Norte, Nordeste e parte do Centro-Oeste: tendência de chuvas abaixo da média e temperaturas elevadas.
  • Sudeste: distribuição irregular, com áreas mais chuvosas e outras próximas ou abaixo do padrão histórico.
  • El Niño: previsão de intensidade muito forte no trimestre, com efeitos distintos entre as regiões.
O Painel El Niño, formado por órgãos como Inmet, CPTEC/Inpe e Funceme, indica que a estação chuvosa da porção central do Brasil pode avançar entre o fim de outubro e meados de novembro. Mesmo assim, a regularização das chuvas pode ocorrer de forma desigual entre municípios e microrregiões.

O que observar daqui pra frente

O produtor deve monitorar as atualizações de curto prazo, ajustar o calendário de plantio e evitar operações com solo excessivamente úmido. Também é necessário reforçar drenagem, conservação do solo, controle de doenças e planejamento de armazenagem. Em regiões com previsão de déficit, a prioridade deve ser preservar água, revisar a qualidade das sementes e avaliar o risco antes de investir na implantação da lavoura.

Fontes

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